Manifesto dos jogadores da Seleção Brasileira é vazio e político

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Casemiro não apareceu na entrevista coletiva para se manifestar. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Casemiro não apareceu na entrevista coletiva para se manifestar. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Os jogadores da Seleção Brasileira divulgaram o manifesto sobre os seus posicionamentos em relação à disputa da Copa América. O atacante Richarlison foi o primeiro a divulgá-lo numa das suas redes sociais. 

O texto diz o seguinte: 

"Quando nasce um brasileiro, nasce um torcedor. E para os mais de 200 milhões de torcedores escrevemos essa carta para expor nossa opinião quanto a realização da Copa América.

Somos um grupo coeso, porém com ideias distintas. Por diversas razões, sejam elas humanitárias ou de cunho profissional, estamos insatisfeitos com a condução da Copa América pela Conmebol, fosse ela sediada tardiamente no Chile ou mesmo no Brasil.

Todos os fatos recentes nos levam a acreditar em um processo inadequado em sua realização.

É importante frisar que em nenhum momento quisemos tornar essa discussão política. Somos conscientes da importância da nossa posição, acompanhamos o que é veiculado pela mídia mídia estamos presentes nas redes sociais. Nos manifestamos, também, para evitar que mais notícias falsas envolvendo nossos nomes circulem à revelia dos fatos verdadeiros.

Por fim, lembramos que somos trabalhadores, profissionais do futebol. Temos uma missão a cumprir com a histórica camisa verde amarela pentacampeã do mundo. Somos contra a organização da Copa América, mas nunca diremos não à Seleção Brasileira."

O blog considerou a posição vazia e política, sim. Não houve gritaria e reclamações com a competição previamente marcada para Argentina e Colômbia. 

Óbvio que o conflito estava associado a um desentendimento com o presidente Rogério Cabloco. Provavelmente, os jogadores souberam que Tite seria demitido por Rogério Caboclo e bateram na mesa que não jogariam a Copa América, caso o técnico fosse dispensado. 

Na sexta-feira, Casemiro deixou tudo no ar, porque já existia a insatisfação com a determinação de Caboclo. Como Caboclo caiu antes do confronto contra o Paraguai, os rumos do "protesto" mudaram, com Marquinhos afirmando que ninguém disse que não vestiria a camisa da Seleção, apesar de Casemiro ter dito que todos sabiam da posição do selecionado. 

Tite não quis responder a pergunta óbvia solicitada pelo blog no meu twitter, se ele pediria demissão e os jogadores não disputariam a Copa América, caso Caboclo continuasse no cargo?

Tite deu de ombros porque Caboclo não faz mais parte das decisões. 

Rei morto, Rei posto. Afinal, o Cel. Nunes cravou: "Em time que se ganha, não se mexe".  

Tite está garantido e consolidado no cargo. No campo, o trabalho é muito bom. Fora, um conjunto vazio. 

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