Manisfestações antidemocráticas de caminhoneiros não impactam abastecimento em feiras livres no Rio

Apesar de os bloqueios realizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) — que questionam o resultado das eleições presidenciais, que deu vitória ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma margem de mais de 2 milhões de votos — impedirem a livre circulação nas rodovias, o abastecimento de alimentos em feiras livres e nas centrais do Rio de Janeiro, estão garantidos. Nesta quarta-feira, a Ceasa, no Irajá, na Zona Norte do Rio, não abriu, mas feirantes garantiram legumes, verduras e hortaliças para os fregueses. No feriado do Dia de Finados a procura por flores para homenagear os entes queridos também garantiu os negócios no Cadeg, em Benfica, também na região.

— A maior parte das flores comercializadas aqui (no Cadeg) vêm de Friburgo e Petrópolis, então não sentimos impacto dessa manifestação. Somente as que são de Holambra, em São Paulo, que chegaram com atraso, mas chegaram — diz Marcos Jpsé da Silva, 42 anos, comerciante de flores.

O feriado chuvoso fez com que feirantes elaborassem um Plano B para garantir a oferta de frutas, legumes e verduras.

— Como a Ceasa não iria abrir no feriado nós combinamos com os caminhoneiros e pegamos os produtos na Avenida Brasil, na calçada mesmo — conta Edson José Laranjeiras, de 55 anos, feirante há 35.

Ele conta que não estão faltando muitos produtos, somente os que vêm de São Paulo, mas que não causam um impacto grande nas vendas.

— O que faltou hoje (quarta-feira) tem pouca saída, então dá para segurar. Não tem tomatinho, aspargos e vagem. No máximo, na próxima sexta o estoque vai ser reposto — garante.

Francisco de França, 54, feirante há 30 anos, avalia que a manifestação de caminhoneiros pró-Bolsonaro nas rodovias não causou desabastecimeto.

— Acho que a gente só sentiria reflexo nas vendas se durasse muitos dias e fosse ampliado, mas do jeito que está ja, já estará tudo normalizado — diz o feirante que vende legumes cortados para facilitar a vida na cozinha.

No Cadeg, a oferta de hortifrutis também está assegurada. Na Casa Albenil de Legumes, o proprietário conversou com o EXTRA e explicou que a batata inglesa e algumas hortaliças deixaram de ser entregues nesses dois dias de manifestação, mas que o estoque (de batatas) permitiu que os clientes encontrassem o produto.

— Dois dias (de manifestação) não vão impactar os negócios. Até porque hoje (quarta-feira) é feriado e o movimento é fraco — afirma.

Mais adiante, também no Cadeg, Rodrigo Rangel, 42, estava parado à frente do Empório Lishyantos esperando a freguesia. Segundo ele, somente frutas exóticas estão com estoque reduzido:

— Elas vêm de São Paulo e a rodovia ficou interditada pelos caminhoneiros, o que atrasou um pouco a entrega, mas nada que provoque desabastecimento.