Mano Brown faz show com Emicida e fecha João Rock com ‘Negro Drama’ e ‘Vida Loka’

AMON BORGES
RIBEIRÃO PRETO, SP, 15.06.2019 - O Maior Festival de Rock Nacional do país, o João Rock, acontece hoje (15/06), na cidade de Ribeirão Preto, Mano Brown, se apresenta no Palco João Rock. (Foto: Michel Martore/Photo Press/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mano Brown subiu ao palco do festival João Rock ao fim do show de Emicida e Rael para uma parceria que encerrou o evento neste sábado (15) em Ribeirão Preto (SP). O líder dos Racionais MC’s entoou hits do maior grupo do gênero no Brasil como “Negro Drama” e “Vida Loka (parte 1)”. “Os caras são mil grau. Pena que foi curto. Poderia tocar horas com eles”, disse Mano Brown ao Lineup, mostrando-se empolgado após o evento. Antes dele, Pitty, que já havia feito show antes, ainda participou cantando “Hoje Cedo”. O festival no interior de São Paulo chegou à 18ª edição com mais de 20 shows em um total de quase 14 horas para um público de 65 mil pessoas, que esgotaram todos os ingressos disponíveis. Enquanto o trio de rappers fechava a programação do palco João Rock, os Raimundos levavam à outra parte dos fãs, no palco Brasil, clássicos como “I Saw You Saying”, “A Mais Pedida” e “Puteiro em João Pessoa”. Para esse outro espaço, foram escalados outros nomes da música que surgiram em Brasília para uma homenagem ao rock da capital federal. Por ali ainda passaram Plebe Rude, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ex-integrantes do Legião Urbana, Capital Inicial e Natiruts. “É um encontro de família. Primos mais velhos, irmãos mais novos. Vimos o embrião das bandas. Nunca íamos imaginar que estaríamos assim hoje, tocando para tanta gente”, diz Canisso antes do show. “O João Rock é um festival que tem um respeito muito grande pela música brasileira. Muitos de nossos amigos estão aqui, encontramos gente técnica que trabalhou com a gente”, afirma Digão. Mesmo com uma bota ortopédica que teve de colocar após uma torção em um jogo de futebol, D2 seguiu com a turnê de seu novo disco “Amar É para os Fortes” e tocou, além de canções recentes, músicas consagradas como “1967”, “À Procura da Batida Perfeita” e “Mantenha o Respeito” —essa última do seu grupo Planet Hemp. Já o CPM 22 levou diversos trintões na multidão à adolescência com hits como “Regina Let’s Go”, “Um Minuto Para o Fim do Mundo” e “Irreversível”. Alceu Valença e Zeca Baleiro levaram a MPB e ritmos mais dançantes ao palco principal e movimentaram a plateia. Alceu, por exemplo, para fechar seu show lançou uma sequência que empolgou: “La Belle de Jour”, “Anunciação” e Morena Tropicana”. O artista de 72 anos se prepara para uma sequência de shows, que inclui uma turnê pelos Estados Unidos, conta ele antes do show “na solidão de seu camarim”. No palco Fortalecendo a Cena, que destaca nomes da nova safra da música nacional, passaram nomes como os rappers Rincon Sapiência, Djonga e BK. O mineiro Djonga, por exemplo, fez um show forte com suas letras que passam mensagens sobre racismo e igualdade de gênero. Palco João Rock 15h30 – Fuze 16h20 – Scalene 17h20 – Zeca Baleiro 18h25 – BaianaSystem 19h30 – Alceu Valença 20h35 – Paralamas do Sucesso 21h40 – CPM 22 22h45 – Pitty 23h50 – Marcelo D2 0h55 – Emicida e Rael convidam Mano Brown Palco Brasil – Edição Brasília 15h15 – Plebe Rude 17h15 – Tribo da Periferia 19h15 – Dado e Bonfá tocam Legião Urbana 21h15 – Capital Inicial 23h15 – Natiruts 0h55 – Raimundos Palco Fortalecendo a Cena 13h30 – Psycoprata 14h20 – Rincon Sapiência 16h20 – Djonga 18h20 – BK 20h20 – Maneva 22h20 – Big Up 0h20 – Filipe Ret