Manter o pensamento positivo ajuda no envelhecimento saudável das mulheres, afirma pesquisa

Poucos duvidam da frase “é melhor ser alegre que ser triste”, eternizada por Vinícius de Morais no “Samba da bênção”. Mas agora é a ciência que comprova: o otimismo faz bem à saúde e pode até aumentar a longevidade, pelo menos das mulheres, que foram objeto de uma pesquisa recente. O estudo, publicado semana passada na revista acadêmica Journal of the American Geriatrics Society, indica que ter um estilo de vida baseado em pensamentos positivos pode garantir mais alguns anos de vida.

Reportagem da revista Galileu destacou que, de acordo com as observações dos pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, responsáveis pelo trabalho, mesmo o otimismo sendo algo influenciado por fatores sociais, manter uma atitude positiva é benéfico independentemente de raça e etnia.

“Nossas descobertas sugerem que há valor em focar em fatores psicológicos positivos, como possíveis novas maneiras de promover a longevidade e o envelhecimento saudável em diversos grupos”, disse Hayami Koga, doutoranda no Departamento de Ciências Sociais e Comportamentais na Escola Chan de Saúde Pública de Harvard, em comunicado.

Em um estudo anterior, o grupo de pesquisa havia determinado que o otimismo estava ligado a uma vida útil mais longa, que foi definida como viver além dos 85 anos de idade. Entretanto, por terem analisado principalmente populações brancas naquele trabalho, Koga e seus pares entenderam a necessidade de incluir mulheres de todos os grupos raciais e étnicos.

Para a pesquisa, a equipe analisou dados e respostas de cerca de 160 mil mulheres participantes da Women's Health Initiative, que incluiu norte-americanas na pós-menopausa. Os resultados mostraram que as 25% mais otimistas provavelmente teriam uma expectativa de vida 5,4% maior e uma probabilidade 10% maior de viver além dos 90 anos do que as 25% menos otimistas.

Essas tendências se mantiveram mesmo depois de levar em consideração dados demográficos, condições crônicas e depressão. Fatores como exercícios regulares e alimentação saudável foram responsáveis por menos de 25% da associação entre otimismo e expectativa de vida, indicando que outros aspectos podem estar em jogo.

Segundo Koga, incluir grupos diversos na pesquisa é importante para a saúde pública, porque muitos têm taxas de mortalidade mais altas do que as populações brancas.

“Tendemos a nos concentrar nos fatores de risco negativos que afetam nossa saúde. Também é importante pensar nos recursos positivos, como o otimismo, que podem ser benéficos para nossa saúde, especialmente se percebermos que esses benefícios são vistos em grupos raciais e étnicos”, destacou a pesquisadora.

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