Mapa da Desigualdade: morador de bairro nobre de SP vive até 22 anos do que quem mora na periferia

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View of Cidade Tiradentes, a suburb neighbourhood of Sao Paulo and one of the bastions of the Workers Party (PT) on August 18, 2016. / AFP / Miguel SCHINCARIOL        (Photo credit should read MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
Cidade Tiradentes, onde média da idade ao morrer é de 58 anos. Foto: AFP / Miguel SCHINCARIOL
  • No Alto de Pinheiros, uma pessoa vive até 80 anos

  • Desigualdade na capital aumentou durante a pandemia

  • Periferia apresenta piores índices de qualidade de vida

Segundo o Mapa da Desigualdade 2021, um morador do Alto de Pinheiros, bairro nobre na Zona Oeste de São Paulo, vive cerca de 22 anos a mais do que um morador da Cidade Tiradentes, no extremo da Zona Leste. O Mapa foi divulgado nesta quinta-feira (21) pela Rede Nossa São Paulo.

Em Pinheiros, a idade média de vida é de 80,9 anos, contra 58,3 anos em Cidade Tiradentes. Já a média geral da cidade de São Paulo é de 68,2 anos.

Segundo o levantamento, a discrepância social na cidade aumentou com a crise econômica provocada pela pandemia de covid-19.

Para calcular a média, são somadas as idades ao morrer e o resultado é dividido pelo número total de falecidos. A rede então utiliza esses dados para estabelecer o "Desigualtômetro", que mede a distância entre o melhor e o pior indicador.

O Mapa da Desigualdade é desenvolvido anualmente desde 2012 pela Rede Nossa SP. Ele compara dados públicos sobre os 96 distritos da capital paulista para ampliar o acesso às informações e ajudar na elaboração de políticas públicas.

Dos dez bairros que apresentaram os piores índices de educação, saúde, habitação e mobilidade, sete estão localizados na periferia de São Paulo: Iguatemi, Parelheiros, Jardim Ângela, Brasilândia, Marsilac, Perus e Lajeado.

“Numa cidade como São Paulo, a gente percebeu que existe uma comorbidade que é o local onde essa pessoa mora, as áreas periféricas que distritos que estão mais nas periferias tem uma determinada comorbidade, que é habitação precária, que é saúde e educação de uma menor qualidade, oferta de infraestrutura de água, de esgotamento sanitário”, disse Jorge Abrahão, coordenador geral da Rede Nossa SP.

Enquanto isso, nenhum dos bairros com melhores índices está na periferia da capital. Moema, República, Vila Mariana, Itaim Bibi, Jardim Paulista, Pinheiros e Santo Amaro estão entre os sete melhores.

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