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Guerreira curda

Foto: Ahmad al-Rubaye-Pool/Getty Images

Maquiagens e rifles: a combinação que manda o Estado Islâmico 'ao inferno'

Maquiagens e metralhadoras. A junção pode até soar incoerente para alguns, mas a realidade na linha de frente da guerra contra o Estado Islâmico é essa: o poder feminino assombra e aterroriza os radicais islâmicos. O pior pesadelos deles é ser morto por uma mulher.

Ahd Mohemed, 36, faz suas sobrancelhas, aplica rímel e batom e ainda pinta as unhas antes de pegar seu rifle. “Eu sempre coloquei batom antes de ir para a linha de frente”, disse, em entrevista ao Daily Mail.

O engajamento das mulheres na luta é histórico, mas se fortaleceu a partir de uma revanche. Os combatentes do Estado Islâmico invadiram a região conhecida como Sinjar, no noroeste do Iraque, em 2014 e lançaram um ataque brutal contra as mulheres curdas que viviam lá. Elas foram mortas e enterradas em valas comuns na região, enquanto outras acabaram sequestradas.

Agora, lutadoras curdas estão vingando essas mortes. Acampadas nas montanhas de Sinjar, um grupo de combatentes com uma milícia curda lutam contra o ISIS no Iraque e na Síria.

As mulheres são da Turquia, Síria e Iraque e se reuniram para tentar derrubar o grupo terrorista das terras tradicionalmente curdas.

DIRETO PARA O INFERNO

Na batalha, elas recebem um ‘apoio’ até da crença do próprio Estado Islâmico. Os radicais acreditam que as mulheres são seres que devem servir e viverem escravizadas, portanto ser morto por uma delas significa receber uma passagem sem volta ao inferno.

“Eu gosto que quando os matamos eles perdem o paraíso. Eu não sei quantos deles eu matei “, disse Haveen, uma lutadora de 22 anos, ao The Independent. “Não é o suficiente. Eu não serei feliz até que todos estejam mortos “.

Rozaline é uma estudante de medicina de 18 anos que fortalece a linha de frente para expulsar o ISIS da região eproteger as mulheres.

“As mulheres curdas cantam quando vamos para a batalha. Sabemos que eles são covardes “, disse.