Marília Mendonça e outras vítimas teriam morrido instantaneamente após a queda de avião, aponta laudo do IML de Caratinga

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O laudo sobre as mortes de Marília Mendonça e das outras quatro pessoas que estavam no avião que caiu no dia 5 de novembro, em Caratinga, Minas Gerais, fica pronto nos próximos dias. O documento está sendo feito pelo Instituto Médico Legal (IML) da cidade. O médico legista Pedro Coelho, responsável pelo caso, vai atestar “politraumatismo contuso” no documento, que será entregue à polícia em dez dias. Segundo ele, isso quer dizer que houve múltiplas lesões em órgãos vitais, um indicativo de que as mortes aconteceram instantaneamente após a queda da aeronave. Ou seja, quando o socorro chegou ao local, não haveria sobreviventes, como chegou a se supor anteriormente.

Coelho é legista desde 2015 e nunca tinha desempenhado sua função num desastre de avião. Na tarde daquela sexta-feira, 5 de novembro, ele estava de plantão no IML de Caratinga, onde trabalham mais dois profissionais. É um local de porte pequeno, numa cidade pequena, onde quem está na escala é acionado por celular.

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Segundo Coelho, faltam apenas resultados de exames sobre as condições cardíacas e neurológicas do piloto, Geraldo Martins de Medeiros Júnior, e do copiloto, Tarciso Pessoa Viana, para descartar qualquer mal súbito.

— É preciso descartar ou confirmar, por exemplo, se o piloto ou o copiloto passaram mal durante o voo, se tiveram ou não um mal súbito. Todo tipo de detalhe precisa ser analisado — ressalta ele.

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O médico conta que a elaboração do laudo foi relativamente simples e que nada de anormal chamou sua atenção. Ele garante que na análise não encontrou qualquer indício de efeitos de uma possível descarga elétrica — uma das hipóteses levantadas pelas autoridades que investigam o acidente é de que uma das hélices do bimotor tenha se chocado com o cabo de uma torre da empresa de energia Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).

— Normalmente em casos de choque há queimaduras, e não havia esse tipo de lesão — explica o legista.

O laudo assinado por Coelho será uma das peças do inquérito que investiga as causas do acidente e ficará à disposição das famílias e da Justiça.

Homenagens marcaram uma semana da tragédia

O trágico acidente que matou Marília Mendonça e outras quatro pessoas completou uma semana nesta sexta-feira, 12 de novembro. Além dela, do piloto e do copiloto, estavam no avião Henrique Ribeiro, produtor da cantora, e Abicieli Silveira Dias Filho, tio e assessor dela. Na noite da última quinta-feira, 11, anteontem, um culto em homenagem à artista e uma missa de sétimo dia em memória de Henrique aconteceram em Goiânia.

Restrito a pessoas próximas da família, o culto em homenagem a Marília teve um discurso emocionado da mãe dela, Ruth Dias, e uma música religiosa cantada por Maiara e Maraisa, amigas da cantora. Os sertanejos Henrique e Juliano também estiveram presentes. Murilo Huff, ex-namorado e pai do filho de Marília, estava no local. O pequeno Léo não foi.

— Lá em casa ficou uma tristeza, porque ela que alegrava a casa. Ela falava alto, ria alto, tudo era muito intenso. Amava demais, tudo dela tinha que ser assim, exagerado em tudo, na alegria. Quero agradecer muito a Deus e a cada um de vocês que estão aqui presentes. Muito obrigada mesmo por virem aqui prestar essa homenagem a ela — disse Ruth na cerimônia.

A missa de sétimo dia para Henrique aconteceu na Paróquia Nossa Senhora da Assunção, a mesma onde parentes e amigos se juntaram há seis anos para homenagear Cristiano Araújo, sete dias após a morte dele e da namorada num acidente de carro. Henrique trabalhou com o sertanejo, e grande parte dos funcionários de Cristiano passou a integrar a equipe de Marília após a tragédia de 2015. Ontem, a família do produtor fez uma nova missa em Salvador, cidade natal dele. Henrique havia se mudado para Goiânia há dez anos.

Maiara e Maraisa assumem show da amiga

Maiara e Maraisa, grandes amigas de Marília Mendonça, farão um show em Caratinga no próximo dia 21. A apresentação será no Parque de Exposições João da Costa Mafra, com a mesma estrutura que estava sendo montada para receber Marília, que morreu a caminho da cidade mineira onde se apresentaria no fim de semana passado. 

A dupla Maiara e Maraisa também vai assumir um show de Marília Mendonça previamente agendado em Lorena, no interior de São Paulo. Na cidade paulista, a intensa procura pela homenagem das artistas à amiga fez com que a casa de shows abrisse uma data extra. Em busca de mais seguidores no Instagram, uma funerária local decidiu fazer um sorteio de ingressos, mas a situação gerou revolta dos fãs.

 

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