Nasa finaliza detalhes de sua viagem "ao coração de Marte"

Washington, 3 mai (EFE).- A Nasa se encontra na última fase prévia ao lançamento da sua missão Insight, que tem como objetivo analisar "o coração de Marte" e que decolará da Califórnia (Estados Unidos) no próximo sábado.

A operação estudará o interior do segundo menor planeta do sistema solar, depois de Mercúrio, para ampliar o conhecimento sobre sua formação e a de outros planetas rochosos, como a Terra.

"Esta é uma missão planetária fantástica que nos ajudará a compreender a composição da crosta, do manto e do núcleo de Marte e nos dará uma ideia de como se originou o nosso Sistema Solar", disse hoje Jim Green, diretor de ciências planetárias da agência espacial americana, em uma conferência telefônica com jornalistas.

Green assegurou que esta é uma missão "única" que ajudará a entender como Marte mudou ao longo do tempo, devido à atividade sísmica e ao impacto de meteoritos.

De fato, a Insight (Interior Exploration Using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport) será a primeira exploração que se focará no que ocorre debaixo da superfície do planeta vermelho, medindo sua produção de calor e escutando os movimentos sísmicos.

Um dos líderes desta missão, Tom Hoffman, explicou nessa mesma conversa que a Insight demorará seis meses e meio para chegar e aterrissar em Marte, onde realizará explorações por pelo menos durante um ano marciano, ou seja, 26 meses terrestres.

Hoffman indicou que, no caso de o trajeto espacial sair segundo o previsto e sem contratempos, a data estimada de aterrissagem em Marte é o próximo dia 26 de novembro.

Na conferência prévia ao lançamento da missão, os especialistas mostraram alguns vídeos nos quais se podia ver uma representação animada de como será a decolagem, a trajetória e a aterrissagem em Marte.

Além disso, tanto Green como Hoffman e outros cientistas que participaram da apresentação da missão à imprensa destacaram a importância da Insight para ampliar o conhecimento humano sobre a origem do Sistema Solar. EFE