Maracanã não ganhará nome de Pelé, mas Castro poderá batizar futura vila olímpica no Rio

Enquanto o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou nesta terça-feira, que o trecho da Avenida Radial Oeste que circunda o Maracanã passará a se chamar Avenida Pelé ou Rei Pelé, o governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou que não mudaria o nome do Maracanã em entrevista ao EXTRA antes da morte do craque. Mas Castro ressaltou que poderia dar o nome de Pelé a algum equipamento esportivo. Ele lembrou da polêmica do passado. E disse ainda que não daria o nome de Pelé a algo que não tivesse alguma referência à trajetória do Rei do Futebol.

— Quem sabe não podemos dar o nome de Pelé à Vila Olímpica que queremos construir na antiga fábrica da GE? — disse o governador.

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De acordo com Paes, o decreto será publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira. O nome, entretanto, ainda pode mudar. Paes abriu uma enquete em seu perfil no Twitter para consultar a população se o melhor nome não seria "Avenida Rei Pelé". Essa sugestão liderando com larga vantagem.

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Paes disse que não poderia rebatizar toda a via porque desrespeitaria a legislação que impede que se mude mudanças em nomes de vias com mais de de 20 anos. Há exceções, mas exigem a realização de audiência pública.

Sai ditador e entra o rei

Atualmente, a Avenida se chama Presidente Castelo Branco, que governou o Brasil entre 1964 e 1967, sendo o primeiro mandatário do ditadura militar e um dos articuladores do Golpe. A avenida é popularmente conhecida como Radial Oeste.

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Polêmica sobre nome do estádio

Um projeto de lei que previa a alteração do nome do Maracanã, causou polêmica em 2021. O estádio é oficialmente chamado de Jornalista Mário Filho. A proposta de mudança não causou revolta apenas nos torcedores, externada pelas redes sociais através da hashtag #VetaGovernador. Neto do cronista esportivo, o jornalista Mario Neto alegou que nenhum familiar foi consultado ou informado sobre a proposta, que recebeu 65 votos a favor e cinco contra na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), mas depois recebeu recomendação de veto pelo então presidente da Casa André Ceciliano. O projeto acabou vetado por Castro.

Em entrevista à época, Mario Neto disse que a dedicação de Mario Filho para que o Maracanã fosse um histórico e grandioso estádio, como se conhece hoje, é, de algum modo, responsável pela próspera carreira que Pelé construiu até ser considerado o Rei do Futebol

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"Quando o Santos fez sua primeira partida no Rio de Janeiro e o presidente do clube foi indagado sobre o motivo de ter escolhido disputar todas as suas grandes partidas no Maracanã, ele respondeu que o futebol do Santos era digno do melhor estádio do mundo. Se não fosse meu avô, Pelé não teria jogado no Maracanã", argumentou.