Maratona de debates no Parlamento israelense sobre acordo de coalizão Netanyahu-Gantz

Uma bandeira isralense enrolada cobre um cartaz deixado na rua com a imgaem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu ex-rival Benny Gantz, durante manifestação em Tel Aviv

O Parlamento israelense iniciou nesta terça-feira uma maratona de debates sobre o acordo de governo entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu ex-rival Benny Gantz, cuja legalidade foi questionada diante do Supremo Tribunal.

Os parlamentares têm até a noite de quinta-feira para aprovar este acordo destinado a colocar um fim na crise política mais longa da história de Israel, que viveu três eleições em menos de um ano sem que nenhum dos dois chefes de partido conseguissem formar um governo.

Diante da estagnação e da crise devido ao novo coronavírus, Gantz recentemente estendeu as mãos para Netanyahu e ambos concordaram em um governo de emergência e de união com uma divisão de poder para os próximos três anos.

Nesta terça-feira, os parlamentares debateram o acordo, que é fruto de milhares de propostas de emenda, informou o Parlamento em comunicado.

Os parlamentares devem debater até aproximadamente meia-noite desta terça-feira (21h00 GMT; 18h00 no horário de Brasília) e retomarão a conversa na quarta-feira pela manhã.

A votação deve começar às 13H00 GMT (10h00 em Brasília) desta quarta-feira e durar várias horas, afirmou um porta-voz do parlamento.

Nesta terça-feira, Likud e o Partido Azul e Branco de Gantz anunciaram que modificaram algumas disposições do pacto, indicadas pelo Supremo Tribunal, como a possibilidade de legislar sobre questões não relacionadas ao novo coronavírus durante os primeiros seis meses de governo ou o congelamento de nomeações para o chefe de serviços públicos, que vai de seis meses a 100 dias.

Se o acordo for invalidado pelo Supremo Tribunal ou pelo parlamento, os israelenses serão convocados para votar novamente, o que representaria a quarta eleição desde abril de 2019.