Estilista de luxo tem loja vandalizada e afirma: “Bens são repostos, vidas não”

Loja de Marc Jacobs em Nova York (Photo by Ben Gabbe/Getty Images)

O estilista de luxo Marc Jacobs usou um caso pessoal para reforçar os protestos contra o racismo e a violência policial no Estados Unidos. Há cerca de sete dias os Estados Unidos vivem uma série de protestos, muitos deles violentos, que pedem justiça pela morte de homem preto assassinado já imobilizado por um policial branco.

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“Nunca deixem eles te convencerem que vidros ou propriedades quebradas são violência. Fome é violência. Não ter teto é violência. Guerra é violência. Jogar bombas no povo é violência. Racismo é violência. Supremacia branca é violência. Pobreza é violência. Contaminar fontes de água para ter lucro é violência. Propriedades podem ser substituídas, vidas humanas não podem”, afirmou o designer.

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Um seguidor ficou incomodado com o posicionamento do estilista e perguntou se ele se posicionaria assim caso uma de suas lojas fosse destruída e Marc respondeu: “Minha loja foi destruída na última noite.” Ele ainda compartilhou fotos de sua loja em Los Angeles, um dos epicentros dos protestos no país, vandalizada. “A vida não pode ser substituída. Vidas negras importam”, afirmou.

O caso

Uma autópsia pedida pela família mudou o cenário das investigações da morte de George Floyd, o homem negro que foi assassinado por um policial branco. Segundo o relatório ele foi morto por asfixia não só no pescoço, mas também nas costas.

“Segundo advogados da família Floyd, o exame apontou que a compressão do joelho policial sobre o pescoço cortou o fluxo de sangue para o cérebro do ex-segurança. Além disso, o peso sobre as costas da vítima dificultou sua respiração”, diz o ‘G1’.