Marcelo Queiroga mostra dedo do meio a críticos de Bolsonaro em NY; assista

·3 minuto de leitura
  • Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mostrou o dedo do meio para manifestantes em Nova York

  • Passagem de Bolsonaro a Nova York é marcada por manifestações, mas presidente minimizou atos contra ele

  • Presidente Jair Bolsonaro vai discursar na Assembleia-Geral da ONU nesta terça

A passagem da comitiva presidencial do Brasil por Nova York, onde Jair Bolsonaro (sem partido) vai discursar na Assembleia-Geral da ONU, está sendo marcada por protestos contra o presidente da República. Na noite da última segunda-feira (20), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mostrou irritação com os manifestantes

As autoridades brasileiras saíam de uma recepção na missão brasileira na ONU e estavam dentro de um ônibus. Manifestantes cercaram o veículo, enquanto gritavam palavras de ordem. Queiroga, então, se levantou no assento no qual estava, foi até a janela e mostrou o dedo do meio para aqueles que participavam do ato. 

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A reação do ministro chamou atenção nas redes sociais, pela falta de decoro que corresponderia ao cargo. 

Em um vídeo publicado nas redes sociais na manhã desta terça-feira (21), Bolsonaro minimizou os protestos contra ele e disse que se tratavam de 10 pessoas. Segundo o presidente, "essas pessoas deveriam estar em um país socialista, não nos Estados Unidos". 

Enquanto o presidente gravava o protesto, os manifestantes gritavam "fora, Bolsonaro" e o chamavam de "genocida". Bolsonaro ainda criticou a imprensa e afirmou que os meios de comunicação inflariam o número de manifestantes, afim de dizer que havia um "megaprotesto" contra ele em Nova York. 

Mais protestos contra Bolsonaro

Esse não foi o primeiro protesto contra Jair Bolsonaro desde que o presidente chegou a Nova York. Bolsonaro teve de entrar pela porta dos fundos do hotel onde está hospedado, porque havia um grupo de manifestantes na entrada do local. 

Nas redes sociais, vídeos mostram que, na véspera do discurso de Bolsonaro na ONU, um caminhão passou pela cidade com frases contra o presidente do Brasil. O veículo, com um painel de LED, mostrava dizeres como "Bolsonaro mentiroso" e chamando o presidente de "perdedor". 

Segundo informações do portal Metrópoles, a ação foi feita por ativistas brasileiros e norte-americanos e financiada por ONGs ligadas à defesa da democracia e preservação do meio ambiente. 

Discurso de Bolsonaro na ONU 

NEW YORK, NY - SEPTEMBER 24:  President of Brazil Jair Messias Bolsonaro addresses the United Nations General Assembly at UN headquarters on September 24, 2019 in New York City. World leaders from across the globe are gathered at the 74th session of the UN General Assembly, amid crises ranging from climate change to possible conflict between Iran and the United States. (Photo by Drew Angerer/Getty Images)
Jair Bolsonaro durante discurso na Assembleia Geral da ONU em 2019 (Foto: Drew Angerer/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro vai falar na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, por volta das 10h30 desta terça-feira. A expectativa do Itamaraty é que Bolsonaro apresenta uma agenda positiva, com o intuito de melhorar a imagem do Brasil.

Segundo informações do Estadão, diplomatas tentam emplacar um anúncio de Bolsonaro de doação de vacinas contra a covid-19 para países da América Latina que vivem situação crítica, como Paraguai e Haiti.

Diplomata testou positivo para a covid-19

Um diplomata brasileiro, responsável por organizar a viagem de Jair Bolsonaro (sem partido) para Nova York, testou positivo para a covid-19 no último sábado. A informação foi revelada pela CNN Brasil.

Na terça-feira (21), Bolsonaro vai discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU. Sem comprovar que está vacinado, o presidente do Brasil apareceu em foto comendo pizza na rua na cidade, já que a imunização é exigida para entrar em locais fechados, como restaurante.

Segundo a CNN, o diplomata que contraiu a covid-19 tinha tomado apenas a primeira dose da vacina. Agora, o assunto é tratado com cautela pelo Itamaraty, já que o homem teve contato com integrantes de comitivas de outros países para organizar a viagem de Bolsonaro.

O brasileiro chegou aos Estados Unidos dias antes da comitiva do presidente, para planejar a viagem de Bolsonaro. Ele faz parte do que se chama de “Ascav”, isto é, Alto Escalão Avançado.

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