Marcha da Consciência Negra em SP critica Bolsonaro e relembra vítimas da pandemia

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SÃO PAULO, SP, 20-11-2021: Grupo Ilu Oba de Min, durante Marcha da Consciência negra, na avenida Paulista, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 20-11-2021: Grupo Ilu Oba de Min, durante Marcha da Consciência negra, na avenida Paulista, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Milhares de pessoas ocupam na tarde deste sábado (20) quatro quadras da avenida Paulista, no centro de São Paulo, para a Marcha da Consciência Negra.

As falas das lideranças, cartazes e camisetas trazem principalmente críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e à postura do governo federal durante a pandemia do coronavírus.

Os participantes carregam cartazes com frases como "cemitérios lotados, geladeiras vazias" e "fora, Bolsonaro racista". Há também muitas faixas em homenagem a pessoas que morreram de Covid.

A marcha foi organizada pelo movimento negro em parceria com a Campanha Fora Bolsonaro, coalização de movimentos, entidades e partidos que desde maio tem realizado atos contra o presidente.

Várias outras cidades também registraram atos organizados por movimentos sociais, sindicais e partidos políticos de oposição ao governo Bolsonaro. Eles tiveram como temas principais o racismo, a fome e críticas ao presidente.

Entre elas estão Rio de Janeiro, Goiânia, Maceió, Belém, Salvador, Fortaleza, Campo Grande, Florianópolis e Londrina. As manifestações ocorreram perto de monumentos dedicados a Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra no país, nas capitais fluminense e baiana, por exemplo, onde houve a tradicional lavagem da estátua.

Este sábado marca os 50 anos da instituição do Dia da Consciência Negra, marcado em homenagem ao dia da morte de Zumbi dos Palmares. O ato em São Paulo começou com a apresentação dos blocos Eureca e Ilú Oba de Min.

"Acho importante que meu filho veja uma manifestação forte como essa do povo negro nas ruas, mostrando a sua música, a sua força", disse a percussionista e cantora Fabiane Ramos, 32, que levou o filho Aniel, 7, para o ato.

O menino usava a fantasia do Pantera Negra, super-herói negro. Ele também segurava nos braços um boneco de pano de Zumbi dos Palmares. "Quero que meu filho se sinta representado, se reconheça na sociedade. Ainda temos uma luta longa para que isso ocorra da forma como deve ser."

Luís Guilherme Santos, 37, também levou a filha Luara, 6, para acompanhar a marcha. Com um turbante nos cabelos, a menina segurava um cartaz com a frase "respeita as minas pretas".

"A população negra está ainda mais ameaçada com o governo federal atual, mais uma vez fomos mais vítimas da pandemia, da crise financeira. Temos que estar cada vez mais fortes, o ato é importante para nos lembrar da força da nossa união", disse Santos, que é professor.

Algumas faixas e camisetas também fazem homenagens a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, e João Alberto Freitas, homem negro assassinado por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre em 19 de novembro do ano passado.

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