Marcha para Jesus, com Bolsonaro, também recebeu recursos da Prefeitura de SP

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 20.06.2019 - O presidente Jair Bolsonaro durante a 27° edição Marcha para Jesus 2019, evento evangélico mais importante do país, no Campo de Marte, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 20.06.2019 - O presidente Jair Bolsonaro durante a 27° edição Marcha para Jesus 2019, evento evangélico mais importante do país, no Campo de Marte, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Marcha para Jesus, que todo ano reúne milhares de evangélicos em São Paulo, recebeu emendas de vereadores de São Paulo ligados à religião nos últimos anos.

Em 2019, o vereador Gilberto Nascimento Júnior (PSC) destinou R$ 1,1 milhão. Nesse ano, Jair Bolsonaro (PL) discursou e tornou-se o primeiro presidente a participar da Marcha.

No ano seguinte, Eduardo Tuma (então no PSDB, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Município) direcionou R$ 400 mil por meio de duas emendas. Em 2020, devido à pandemia da Covid-19, a Marcha funcionou em formato diferente, como uma carreta, que terminou em um show acompanhado de dentro dos carros.

Bolsonaro usou a Marcha em 2019 para agradecer o eleitorado evangélico pelo apoio nas eleições do ano anterior.

"Vocês foram decisivos para mudar o destino dessa pátria maravilhosa chamada Brasil", disse Bolsonaro. "No ano passado, eu lhes disse: 'Se Deus quiser, estarei o ano que vem nessa marcha como presidente da República do Brasil'. Um presidente que diz que o estado é laico, mas ele é cristão", completou.

Essa modalidade de pagamento de eventos públicos por meio de emendas tornou-se motivo de debate depois que as redes bolsonaristas passaram a divulgar que a apresentação de Daniela Mercury no evento de 1º de Maio das centrais sindicais, que contou com a presença de Lula (PT), foi financiada por recursos da Prefeitura de São Paulo.

Assim como no caso da Marcha, esses recursos tiveram origem em emendas, por meio das quais parlamentares indicam a destinação de parte do orçamento da cidade.

Nesta quinta-feira (5), como revelou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a Controladoria Geral do Município, órgão da prefeitura, decidiu suspender o pagamento do valor referente ao show de Daniela Mercury durante o período de investigação do assunto.

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