Márcio França diz que aceitaria voto e ajuda de qualquer um: "Todo apoio que você recebe é muito bom"

Anita Efraim
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João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), durante debate das   promovido pela TV Globo. Foto:Paulo Lopes/Futura Press
Márcio França concorreu ao posto de governador de São Paulo contra João Doria em 2018 (Foto:Paulo Lopes/Futura Press)

Márcio França (PSB) declarou que aceitaria receber ajuda de qualquer político que embarcasse na campanha. “Todo apoio que você recebe é muito bom. Seria muito ilógico ser candidato e falar ‘não vote em mim’”, declarou durante o debate promovido pelo Estadão e pela FAAP.

Questionado por Jilmar Tatto (PT) sobre ter sido da base do ex-presidente Lula, vice de Geraldo Alckmin e já ter pedido ajuda do presidente Jair Bolsonaro. “Eu tenho muito respeito pela democracia. Mesmo tendo perdido, eu liguei para o governador João Doria. Se amanhã tivesse uma oportunidade de falar com o Bolsonaro, falaria do mesmo jeito.”

França ainda criticou o radicalismo que se instalou no Brasil. “Não vou torcer contra o Brasil e nem contra São Paulo. Se algum de vocês estiver amanhã na prefeitura, faria o mesmo”, afirmou. “Temo muito que esse nosso radicalismo produza uma confusão muito maior.”

Sobre Bolsonaro, o candidato disse que nunca teve relação partidária com o presidente, mas acredita que, ao exercer uma função pública, é importante ter boas relações. “Claro que nós pensamos diferentes, mas eu respeito o resultado das urnas.”

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Márcio França tem apoio de outro possível candidato à eleição de 2022, Ciro Gomes (PDT). Opositor de Bolsonaro, Ciro compareceu a um evento da campanha de França na última segunda-feira, 9.

O candidato do PSB aparece com 10% das intenções de voto, em empate técnico com Guilherme Boulos (PSOL), com 13%, e Celso Russomanno (Republicanos), 12%. Os três brigam com vaga no segundo turno.