Marco Aurélio adia em uma semana data de aposentadoria do Supremo Tribunal Federal

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BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello adiou em uma semana a data de sua aposentadoria compulsória. Em ofício encaminhado à presidência da Corte, o decano informou que vai se aposentar em 12 de julho — data em que completa 75 anos — e não no dia 5, como estava definido anteriormente.

No documento dirigido ao ministro Luiz Fux, Marco Aurélio afirma que quer se dedicar ao Judiciário até a “undécima hora” e “diminuir ao máximo” o número de processos que ficarão em seu gabinete.

“Aguardarei, em mais uma demonstração de apego ao oficio de servir, como julgador, aos semelhantes, a data-limite de permanência no cargo, a ocorrer em 12 de julho próximo, ao completar 75 anos de idade”, disse.“Faço-o para, em livre manifestação, dedicar-me, até à undécima hora, ao Judiciário e, com isso, diminuir, ao máximo, o número de processos que ficarão, no Gabinete, esperando o sucessor”, escreveu.

O decano assumiu a cadeira que ocupa na Corte em 1990, indicado pelo ex-presidente Fernando Collor. Na último domingo, completou 31 anos no Supremo e foi responsável, entre outras ações, pela criação da TV Justiça, que transmite as sessões de julgamento do STF.

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Com a aposentadoria de Marco Aurélio, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderá fazer a sua segunda indicação para o STF. O primeiro ministro indicado por ele foi Nunes Marques, que ocupou a cadeira que antes pertencia ao ministro Celso de Mello. Hoje, o nome mais cotado para suceder o decano é o atual advogado-geral da União, André Mendonça.

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