Marcos Pontes nega ter escondido dados sobre desmatamento da COP: 'Eu estava de férias'

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Brazilian Science and Technology Minister Marcos Pontes speaks during the launching of the Brazilian Waters Program in celebration of International Water Day at Planalto Palace in Brasilia, on March 22, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia e Inovações. Foto: EVARISTO SA / AFP.
  • Ministro afirma que não houve tentativa de omissão de informações

  • Divulgação de relatório do Inep foi adiada para depois da COP26

  • Desmatamento da Amazônia cresceu 22% de 2020 para 2021

O ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia e Inovações, disse, em entrevista nesta quarta-feira (24), que não ocultou dados sobre desmatamento na Amazônia, que foram divulgados cinco dias depois do fim da COP26, a conferência internacional sobre o clima, realizada em Glasgow, na Escócia. Segundo ele, não pode fazer nada porque “estava de férias”.

O relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), subordinado ao ministério comandado pelo ex-astronauta, revelou um crescimento de 22% no desmatamento da Amazônia entre 2020 e 2021.

O relatório, no entanto, é datado do dia 27 de outubro, quatro dias antes do início da conferência, que aconteceu entre os dias 31 de outubro e 13 de novembro. Sua divulgação, no entanto, foi adiada até a última quinta-feira (18).

A taxa revelada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Inpe, foi a maior em 15 anos. Os números foram amplamente repercutidos pela mídia internacional, mas não foi possível levar os resultados à COP26. Entidades ambientalistas têm denunciado que o governo emitiu as informações para evitar uma imagem negativa durante a conferência.

O ministro Pontes disse que é comum se publicar os dados nessa época. “Se você olhar o histórico de todos os anos, ele é sempre publicado nesta época. Eu gostaria de ter participado, eu estava de férias, mas eu gostaria de ter participado quando foi apresentado, como costumo fazer junto com o ministro do Meio Ambiente”, justificou em entrevista ao portal G1.

Segundo ele, os dados não foram omitidos, mas sim passaram por um trâmite antes de serem publicizados. “Eles sempre chegam no sistema. Agora, tem todo um trâmite interno etc. e a data normal de divulgação foi essa divulgada. Diga-se de passagem, o Prodes, o previsto é ele ser divulgado até dezembro. Se você olhar no próprio site do Prodes você vai ver isso lá. Do meu ponto de vista não tem relação com a COP.”

Ele também negou ter tido acesso aos dados antes da COP26. “Esses dados chegam no sistema. Agora chegar no sistema é diferente de a gente receber.”

O relatório chegou ao sistema e logo foi tornado sigiloso. Sobre isso, o ministro disse ser "normal" que esse tipo de documento seja classificado dessa forma.

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