Marcos Rogério minimiza polêmica com imagem de Bolsonaro em Rondônia

Marcos Rocha, candidato à reeleição em Rondônia, tentou associar sua imagem à de Bolsonaro, apesar de ambos serem de partidos diferentes (REUTERS/Adriano Machado)
Marcos Rocha, candidato à reeleição em Rondônia, tentou associar sua imagem à de Bolsonaro, apesar de ambos serem de partidos diferentes

(REUTERS/Adriano Machado)

  • Marcos Rogério (PL) minimiza polêmica envolvendo uso da imagem de Jair Bolsonaro (PL);

  • Candidato ao governo de Rondônia destacou a lei, mas aprovou o apoio ao presidenciável;

  • Em entrevista, ele também comentou sobre as propostas para a área da saúde.

O candidato ao governo de Rondônia, Marcos Rogério (PL), minimizou a polêmica com o uso de imagem de Jair Bolsonaro (PL) pelo atual governador do estado, Marcos Rocha (União Brasil). Segundo Rogério, a lei deve ser seguida, mas nada impede que outros candidatos “votem e peçam votos” para o presidenciável.

“Agora, a questão de uso da imagem do presidente em material de campanha de outras coligações que possuem candidato a presidente é preceito legal. A lei é que veta este tipo de conduta, que induz o eleitor a concluir que o presidente está ligado a essa ou aquela candidatura regional, quando de fato o candidato a presidente dele, e volto a me referir ao atual governador, é outra pessoa”, comentou em entrevista ao Extra de Rondônia.

Em sua campanha de reeleição, o governador Marcos Rocha estava associando sua imagem a de Bolsonaro, apesar de ambos serem de partidos diferentes. No final de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE) determinou a suspensão da estratégia, sob pena de multa, ao alegar que a publicidade poderia induzir o eleitor ao erro. O TRE também entende que o natural é que candidatos de uma mesma legenda – ao governo e à Presidência – “caminhem juntos”. A presidenciável do União Brasil, partido de Rocha, é Soraya Thronicke.

Foco na saúde

Durante a entrevista, Marcos Rogério aproveitou para destacar que, em um eventual mandato, focará em projetos para melhorar a qualidade da saúde ofertada no estado. “Apesar da pandemia, não se justifica a existência de uma fila com mais de duzentas mil pessoas esperando para realização de procedimentos e exames”, avalia.

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O enfrentamento proposto se baseia em três eixos: emergencial, estrutural e descentralização. No primeiro, o foco é atender a demanda atual, incluindo iniciativas em parceria com o setor privado. No segundo, o investimento é em estrutura na capital e no interior. Por último, a proposta é fortalecer e criar pontos de atendimento em polos regionais, como Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná, Ariquemes e Guajará-Mirim. O objetivo seria reduzir o deslocamento de doentes entre as cidades e para a capital.