Margareth Dalcomo comenta pirataria de livro: 'Precisamos ganhar mais cidadania'

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O ano começou cheio de desafios para Margareth Dalcomo. Não bastasse a nova onda de transmissão da Covid-19 que fez com que 70% de sua equipe na Fiocruz fosse afastada por causa da doença, a pneumologista precisou lidar com um problema antigo: a pirataria digital. Arquivos de seu livro “Um tempo para não esquecer” (ed. Bazar do Tempo), lançado no mês passado, começaram a correr ilegalmente as redes e fizeram com que ela acionasse o departamento jurídico da editora para coibir a prática. "Sei que isso é um fenômeno, mas é muito desagradável quando acontece com a gente", desabafa a médica.

A obra em questão traz uma compilação de artigos publicados no GLOBO e que compõem uma cronologia da doença que mudou o mundo. Diante do episódio, coube à pesquisadora sonhar com um futuro melhor para o país. “Desejo que o Brasil saia da pandemia com um pouco mais de respeito pelo trabalho alheio. Precisamos ganhar mais cidadania, e tenho falado muito sobre isso com os jovens", diz. "Espero que a gente tenha mais humanidade para combater essa tragédia que é a pirataria.”

Margareth conta que foi informada sobre a divulgação ilegal da obra por meio de um amigo que estava na Alemanha e recebeu o arquivo. A primeira edição, diga-se de passagem, está esgotada e uma segunda já vem sendo providenciada pela editora. Com lançamentos realizados em São Paulo, Vitória e Rio, as cidades de Recife, Salvador e Brasília são os próximos destinos da médica.

Acostumada com o rigor das revistas científicas em que tem artigos publicados no mundo inteiro, Maragreth afirma ter se sentido "golpeada" com a notícia da pirataria. "Ninguém me perguntou o que pretendo fazer com os direitos autorais, sendo que isso é um assunto de natureza íntima", comenta. "Meu livro é uma criação de natureza literária e não um arquivo científico."

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