Atriz Maria Zilda lembra juventude: 'Comi toda a cidade do Rio, São Paulo, Nova York e Paris'

Maria Zilda Bethlem. Foto: reprodução/Instagram/mariazildabethlem

Considerada um símbolo sexual nos anos 80, a atriz Maria Zilda Bethlem não se incomodava com a imagem. Ao contrário, a intérprete de 65 anos, atualmente no elenco da série “Pico da Neblina”, da HBO, garante que se divertiu bastante na época, como bem entendesse.

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“Eu aproveitava! Exercitei muito minha sedução. Comi toda a cidade do Rio, a de São Paulo, Nova York e Paris. Passava a régua!”, declarou, achando graça, em entrevista ao blog do Paulo Sampaio, no UOL.

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Seus relacionamentos, ela conta, eram com homens e mulheres. “Tudo. Eu olhava e dizia: ‘Você!’”, contou ela, que é mãe de Rodrigo, filho de um engenheiro, e Rafael, com o diretor Roberto Talma.

Seu último casamento, que durou oito anos, foi com a arquiteta Ana Kalil, 20 anos mais nova. “As mulheres se compreendem melhor. O relacionamento de mulher com mulher, depois de uma certa idade, é muito menos sexual do que do homem com a mulher. As mulheres mais velhas têm mais necessidade de ter uma companheira, para fazer compras, pra viajar, pra ir ao teatro”, contou a atriz, solteira desde então.

Na série da HBO, a legalização da maconha é uma realidade no Brasil, e a atriz interpreta uma mulher em tratamento de câncer que usa a droga. Na vida real, Maria Zilda acredita que o processo “resolveria o problema da dívida externa do Brasil”. Segundo ela, “um baseado não desperta o lado selvagem de ninguém”. “As pessoas dão risada, contam história, falam loucuras, dormem…Não é como o álcool, que sujeito vai lá, compra um copo de cachaça por R$ 2, toma três e, se não estiver em um dia bom, sai querendo matar meia dúzia”, argumentou.

Sua última novela foi “Êta Mundo Bom!”, na Globo, em 2016. Ela não pensa em voltar, até porque acredita que não existam papéis para atores mais velhos na televisão. “Não tem mais avó em novela. Atrizes de 20, 30 anos já se enchem de Botox, ficam deformadas, você não as reconhece mais. Eu também não vejo compromisso dessa geração com o ofício de ator. Muitos não querem interpretar, apenas aparecer na TV. Você dá R$ 5 mil, uma cocada e uma mariola, e eles topam fazer”, criticou.

O peso da popularidade das mídias sociais até na seleção do elenco é outro problema, segundo ela. “Um diretor amigo meu me contou outro dia que eles estavam fazendo a escalação de uma novela e ficaram em dúvida entre duas atrizes jovens. Aí, um deles disse: ‘Escolhe essa que dá mais clique’”. Aí, você pega atrizes como eu, a Renata Sorrah, que eu nem sei se tem Instagram, a Debora Duarte, a Lúcia Alves, ninguém é chamado. A TV Globo acabou”, opinou.