Mariana Goldfarb conta que fez as pazes com a comida e que dividir a mesa com Cauã virou 'momento sagrado'

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Durante quase um ano, Mariana Goldfarb só comia peixe. A simples visão de um alimento com carboidrato fazia crispar os lábios da modelo, que é casada com o ator Cauã Reymond. Ela implicou até com cenoura e beterraba (“eu via uma plaquinha vermelha em cima dos alimentos dizendo: ‘não coma!’”, conta Mariana). Ela ainda não sabia, mas já dava sinais claros do desenvolvimento da anorexia e da bulimia que a fariam penar por sete meses.

A luta de Mariana contra os distúrbios alimentares ainda está longe de terminar, mas ela apresenta suas armas. O recém-lançado e-book “Temperos da vida” é uma delas. O processo de escrita fortaleceu a certeza interna de que é possível dar a volta por cima. Mariana transformou a comida, antiga vilã de sua vida, em cura.

O livro é um diário gastronômico com receitas de família por meio das quais conta como ressignificou a alimentação.Tem a canja de galinha com qual a mãe a tratava quando estava doente ("e virava um poço de carência", lembra); o pão de queijo que anunciava, pelo cheiro, a presença da avó; o rosbife com batatas que o pai resolveu preparar ao perceber não tinha cabimento ficar sentado no sofá enquanto as mulheres trabalhavam na casa e na cozinha...

Nesta entrevista, a modelo conta que a necessidade de aceitação começou cedo, mas se agravou a partir dos seus 17 anos, quando estreou na profissão de modelo e passou a perseguir uma magreza inalcançável ("é muito cruel o fazemos com nós mesmas só para ser aceita e recebermos amor"). Ela também diz que, ao fazer as pazes com a comida, dividir a mesa com o marido, Cauã Reymond, virou "um momento sagrado" nessa quarentena.

— A gente ama comer junto. É gostoso estar conseguindo dividir as refeições de novo. Também conversamos e meditamos juntos. Está sendo um momento rico de intensa troca e amizade.