Marias desbancam Anas em nomes mais escolhidos de bebês

Ana Luísa Pontes

RIO — Maria Eduarda sempre esteve na dianteira — foi o nome mais escolhido no Rio para batizar meninas este ano, assim como já tinha acontecido em 2009. Mas, de uma década para cá, houve uma reviravolta nas preferências dos pais na hora de fazer o registro de recém-nascidos no estado, segundo dados da Associação dos Notários Registradores do Brasil (Anoreg). O reinado das “Anas”, por exemplo, acabou. Saíram de cena Ana Clara, Ana Carolina, Ana Beatriz e Ana Júlia — que já ocuparam da segunda à quinta posição no ranking — e passaram a fazer sucesso as Marias. Além de Maria Eduarda (nome também da personagem de Gabriela Duarte na novela “Por Amor”, da TV Globo, reprisada este ano), em 2019 estiveram no topo da lista Maria Luísa, Maria Alice, Maria Clara e Maria Júlia.

A ala masculina foi bem mais diversificada. O campeão de registros, este ano, foi Enzo Gabriel, seguido por João Miguel, Pedro Henrique, Davi Lucca e João Pedro. Há dez anos, o nome que mais fazia sucesso era Pedro Henrique e, em 1999, João Victor. Também estão bem cotados nomes de jogadores de futebol. Os registros de Bruno Henrique (do Flamengo) mais que dobraram em dois anos. Em 2017, por exemplo, o nome do atacante foi escolhido apenas 13 vezes. Este ano, foram 32, só no estado do Rio.

Outro que vem sendo homenageado é o também rubro-negro Rodrigo Caio: já são três neste ano. Diante deste “boom”, o motorista Eric Henrique Fernandes não teve dúvidas. Publicou a foto da certidão de nascimento de sua filha recém-nascida: Maitê Arrascaeta Gabigol de Jesus Vapo. Era uma brincadeira. Arrascaeta e Gabigol foram um tributo aos craques do Flamengo, e Jesus, ao técnico que pode levar o time a vencer a Libertadores. E, para fechar com chave de ouro, Vapo, nome inventado pela torcida para o gesto de braços cruzados em “X”, repetido a cada gol. A foto viralizou. Mas o nome verdadeiro da menina, para alívio da própria, é Maitê Louise.