Maricá suspende carnaval por conta dos riscos da variante Ômicron no estado

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Após reunião com o comitê epidemiológico e autoridades sanitárias de Maricá, o prefeito Fabiano Horta anunciou nesta terça-feira que a programação oficial do carnaval está suspensa na cidade. A decisão foi informada por meio das redes sociais e deve-se aos riscos de aumento de casos da variante Ômicron no Rio de Janeiro. Vale ressaltar que Maricá, município da Região Metropolitana do Rio, não registrou casos suspeitos de Ômicron até o momento. Já a capital confirmou o terceiro caso.

— A vida das pessoas segue sendo a maior prioridade — disse o prefeito.

Enquanto isso, a reunião que decidirá o futuro do carnaval de rua no Rio será nesta terça-feira, às 17h, na sede da prefeitura, na Cidade Nova. Representantes dos principais blocos de rua vão participar do encontro. Dados do painel da prefeitura do Rio mostram que a quantidade de casos confirmados de Covid-19 na cidade teve um grande salto nas últimas semanas. Até agora, 21 pessoas diagnosticadas com coronavírus disseram ter começado a sentir sintomas no dia 14 de dezembro. Já em 28 de dezembro, duas semanas depois, o número salta para 458.

Rita Fernandes, presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião (Sebastiana), disse que não há como fazer um plano B:

— Plano B para carnaval de rua não existe. Carnaval de rua é feito na rua. Bloco de rua tem características muito próprias: a liberdade, o ir e vir sem precisar passar por nenhum tipo de restrição, aproximação, contato físico, abraço, beijo. É muito difícil imaginar com indicação de protocolos para que pessoas não se aproximem. A gente só tem duas alternativas: pode fazer ou não pode fazer. Qualquer outra proposta vai ser show, baile, evento fechado, mas não vai ser carnaval de rua.

Nesta segunda-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu ser "muito difícil" liberar o carnaval de rua seguindo "o modelo tradicional".

Em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que esse carnaval não vai poder ser igual.

— O carnaval é uma festa muito importante para a cidade do Rio, mas mais importante é a gente ter segurança sanitária para fazer. A gente já sabe que esse carnaval não vai poder ser igual aos carnavais anteriores. A Ômicron se dissemina muito mais rápido que as demais variantes. Tem um aumento de casos de Covid na cidade do Rio e essa variante é muito mais transmissível. A gente precisa ver se esse aumento de transmissão vai se manter ao longos dos próximos dias, se esse aumento de transmissão também vai aumentar internações ou casos graves de Covid. Coisa que a gente não está vendo nesse momento. A gente teve muitos dias com zero óbito de Covid, somente 30 pessoas internadas. Então todas essas variáveis com a nova variante vão precisar ser analisadas.

Soranz destacou também a importância da vacinação. Segundo o secretário, os postos de saúde estão vazios para dose de reforço:

— Outro fator muito importante para essa decisão (da realização do carnaval) é a adesão do carioca à vacina. Quantas pessoas vacinadas teremos com a dose de reforço? Somos a cidade do país que mais vacinou, que mais tem reforço. Cerca de 30% da nossa população adulta tem dose de reforço. Será que a população vai continuar aderindo à dose de reforço? Os postos de saúde estão vazios neste momento para dose de reforço. Então, a gente precisa chamar a população — argumentou.

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