Marido chamava advogada por apelidos humilhantes e chegou a destruir roupas, diz MP

Luis Felipe e Tatiane Foto: Reprodução/Facebook

Promotores do Ministério Público do Paraná usaram casos de violência doméstica relatados por testemunhas para pedir que o biólogo Luis Felipe Manvalier, de 32 anos, continue preso pela morte da esposa, a advogada Tatiane Spitzner, de 29.

Entre as situações mencionadas na denúncia feita pelo MP nesta segunda-feira (6), estão a destruição de peças de roupa da qual ele não gostou e até ofensas e apelidos humilhantes.

Segundo os promotores, Manvailer, “praticou todas as formas de violência familiar e doméstica contra Tatiane”. No documento, o MP alega violência psicológica, e informa que ele obrigava a mulher a fazer todos os serviços domésticos, não ajudava nas tarefas e a proibia de contratar uma diarista.

O biólogo também é acusado de violência patrimonial. Ele impedia que Tatiane usasse o dinheiro que recebia do trabalho de forma livre e, em um episódio, chegou a rasgar roupas da esposa por não gostar delas.

No que foi classificado como violência moral, a polícia apurou que, por diversas vezes, ele insultava a mulher e a chamava por apelidos humilhantes.

Manvalier também não teria aceitado o divórcio e teria ficado dias sem falar com a mulher; ele também chegou a expressar sentir “nojo” e “ódio mortal” da mulher.

Luis Felipe foi denunciado pelo crime de homicídio com quatro qualificadoras, fraude processual por alterar a cena do crime e cárcere privado.

Na denúncia, os promotores pediram que ele continue preso já que  mostrou “comportamento extremamente agressivo e perigoso”. Manvalier foi flagrado pelas câmeras de segurança agredindo a mulher minutos antes da queda.

Luis Felipe nega as acusações e diz que a esposa se jogou da sacada.

Atenção, as imagens são fortes: