Marieta Severo fala de medo da morte e da luta do marido para se recuperar do AVC

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Marieta Severo define os últimos dois anos como "os mais difíceis da minha vida". Os motivos vêm do micro e do macro, como ela diz. O macro é país. A situação política, que inclui autoritarismo, o conservadorismo e o cerceamento à cultura que, segundo ela, tem asfixiado a liberdade de expressão.

O micro é o universo particular da atriz. Em junho do ano passado, Aderbal Freire-Filho, seu companheiro há quase 20 anos, sofreu um AVC. Os dois viviam um casamento em lares separados, mas depois do episódio, Marieta o acolheu. É na casa dela, em meio a um esquema hospitalar, que o diretor teatral encara, consciente, a batalha para recobrar os movimentos (“acredito que ele vai conseguir recuperar algo da vida dele e da nossa”).

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O medo da morte ficou ainda mais concreto quando a atriz contraiu Covid em dezembro. Ficou internada a poucos metros do marido, no mesmo hospital. Diante do diagnóstico de quase 50% do pulmão comprometido, perguntou ao médico: “Vou ser intubada e morrer?”. Felizmente, escapou dessa.

E agora grava a próxima novela das 9 "Um lugar ao sol". Ela interpreta Dona Noca, uma cozinheira batalhadora e cheia de jogo de cintura que criou a neta (Andréia Horta).

"É o personagem mais positivo que já fiz. Ela tem muita sabedoria de vida. Superou momentos difíceis e os transformou em coisas construtivas. Noca sempre me resgata", diz Marieta, que conta como se sente após ter assumido os cabelos brancos na pandemia, depois de mais de 30 anos cobrindo os fios com tinta e se "iludindo" de que ainda eram escuros.

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