Marilyn Monroe em foco: curso revela curiosidades sobre a estrela através de seus filmes

Natália Boere
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RIO — Ela era muito mais do que um rostinho bonito, um cabelo platinado e um vestido branco esvoaçante. Marilyn Monroe era uma mulher empoderada, decidida, destemida. À altura do ícone que virou. E para fazer jus à magnitude do legado deixado por Norma Jeane Mortenson, o jornalista e crítico de cinema Mario Abbade idealizou o curso Marilyn Monroe — A Maior Estrela de Hollywood, promovido pela Associação dos Críticos do Rio de Janeiro (ACCRJ), que, até dia 17 de novembro, exibe filmes na sala 3 do cinema Estação NET Botafogo.

Diariamente, às 17h30m, é exibido um dos longas dela, antecedido por um bate-papo com um especialista. A curadoria foi feita por Abbade, em parceria com a jornalista e crítica Luciana Costa. Hoje é a vez de “O inventor da mocidade”, com comentários do jornalista e crítico Ricardo Largman.

— Cada crítico explica o que ela estava vivendo na época do filme, comenta as escolhas dela. Marilyn era uma boa atriz que foi catalogada como loura burra. Morreu muito jovem (aos 36 anos) e não teve a chance de mostrar suas outras facetas — afirma Abbade, morador do Leblon.

Em uma viagem a Los Angeles, em 2016, o crítico fez questão de visitar o túmulo da artista no cemitério Westwood Village Memorial Park, em Los Angeles. Levou uma rosa vermelha, uma homenagem solene à diva. Não tão exclusiva quanto ele imaginava...

— O rapaz que cuida do cemitério contou que é a única sepultura que todos os dias tem uma rosa vermelha nova. E la morreu em 1962 e não deixou família — destaca Abbade, que acaba de ganhar o prêmio de melhor documentário na 53ª edição do festival Stiges, por “Ivan, o TerrírVel”, sobre o cineasta Ivan Cardoso.

Em paralelo ao curso, que custo R$ 150, o pacote com 19 encontros (iniciados dia 2), ou R$ 15 por sessão, está sendo lançado o livro homônimo, editado por Abbade, com textos que analisam os 19 filmes exibidos. Segundo o crítico, a sala 3 do cinema está restrita ao curso, é higienizada ao final de cada exibição e está limitada a 30 lugares, menos da metade da sua capacidade.

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