Marina Lima sobre relacionamento de oito anos com advogada: "Foi amor à primeira vista"

Marcia Disitzer
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Uma das representantes máximas das aspirações da geração dos anos 1980, Marina Lima — moderna desde o primeiro acorde — não se prendeu ao passado. O tempo fez com que ela mudasse e avançasse. “As mulheres costumam ter problema com idade. Não sou assim. Nunca fui presa a estereótipos. Aos 65 anos, me sinto inteira e com o direito de dizer tudo que penso, sem culpa.”

Leia aqui: cantora fala sobre a depressão que afetou sua voz, drogas na década de 1980 e conflito com Gal Costa, que ficou aborrecida quando ela contou sobre a relação das duas. "Fiquei indignada até. Até porque aprendi muito sobre libertação sexual com com os baianos".

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Tamanha liberdade ganhará, na sexta-feira (9), sua mais perfeita tradução com o lançamento, simultâneo, do livro “Marina Lima música e letra” e do EP “Motim”. O songbook celebra um ciclo de 21 discos e contém partituras e letras de 175 canções compostas, interpretadas e com arranjo de Marina. É digital, didático e gratuito. “O público fez a minha obra, que toca no rádio até hoje, do Oiapoque ao Chuí. Quis dar de volta”, justifica. O EP traz quatro músicas — “Motim” (Marina/Bizzotto/Alvin L.), “Kilimanjaro” (Marina/Alvin L./Alex Fonseca), “Pelos apogeus” (Marina) e “Nóis”, com participação de Mano Brown.

O GLOBO: Você é uma artista que se posiciona bastante, né?

Neste momento, como não se posicionar? O Brasil parece um filme de terror. Tem um bando de gente negacionista no comando que não quer encarar a realidade. Bastou o Trump (Donald Trump), que negava a ciência e tinha problema com a questão do clima, deixar a presidência dos Estados Unidos e entrar o Biden (Joe Biden), um presidente responsável, para o avanço ser enorme. E aqui nada acontece. Estamos imobilizados dentro de casa e as pessoas loucas fazendo tudo que querem.

Você está morando em São Paulo e casada

Moro em São Paulo há onze anos e estou casada há oito. A Lídice (Xavier) é uma pessoa incrível. Aos 20, 30 anos, a gente idealiza as coisas. Passei muito tempo sozinha. Pensei: “Vou segurar a minha solidão e carência e esperar alguém com quem tente ter uma vida realista, não idealizada”. O dia a dia é difícil. Estava há três anos morando em São Paulo quando conheci uma advogada carioca, amiga de um amigo, num show meu. Foi amor à primeira vista.