Marina nega que Rede foi usada contra Gilmar Mendes

Marcella Fernandes

Candidata da Rede Sustentabilidade ao Palácio do Planalto em 2018, Marina Silva rebateu acusação de envolvimento do partido com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato

A sigla teria sido usada para tentar impedir que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes soltasse presos em processos que ele não fosse o juiz da causa. Uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) com esse objetivo foi apresentada no Supremo pela Rede em outubro de 2018.

Em mensagens trocadas com outros procuradores, Dallagnol conta que a ação foi orquestrada em conjunto com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), segundo reportagem do UOL, em parceria com o site de notícias The Intercept Brasil.

“A Rede historicamente sempre combateu a corrupção. Se for fazer um levantamento de todas iniciativas que tivemos, durante nossa curta existência, é muito intenso o nosso trabalho. O importante é que a nossa atitude não é em função de prejudicar essa ou aquela autoridade. É de prevalecer a Constituição. O projeto era transparente. Queria que a Justiça fosse feita, independente de quem fosse aquele que tivesse julgando ou aquele que estivesse sendo julgado”, afirmou a ex-senadora à reportagem.

Em uma das mensagens, Dallagnol diz que Randolfe concordou que a Rede apresentasse a ADPF. Os partidos políticos com representação no Congresso são alguns dos atores que têm prerrogativa para esse tipo de medida. Procuradores como Dallagnol não têm esse poder.

Nos diálogos, o procurador Diogo Castor, então membro da força-tarefa, dá a entender que enviou para um integrante da equipe do senador uma sugestão de minuta da ação. 

Na ADPF, a legenda cita o princípio do juiz natural para tentar cassar a decisão de Gilmar, mesmo argumento usado por Dallagnol nos diálogos com os colegas. De acordo com o partido, a ação é necessária “para impedir que o referido Ministro Gilmar Mendes continue a...

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