Marina Silva (Rede) perde votos entre evangélicos

A candidata da Rede, Marina Silva, foi a segunda a participar da série de entrevistas que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está fazendo com os candidatos à Presidência da República. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

De acordo com apuração do jornal O Estado de S. Paulo, Marina Silva (Rede), única candidata evangélica dos presidenciáveis, perdeu votos entre os religiosos pela pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo. De 2014 para cá, a porcentagem caiu de 43% para 12%.

Quando saiu como vice da chapa do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 2014, Marina tinha um eleitor evangélico a cada 5. Nestas eleições, é um eleitor em cada 4, o que equivale aos números dos católicos e outras religiões. O eleitorado de Marina em 2018 é formado majoritariamente por mulheres, nordestinas, com baixa renda.

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Já seu opositor, Jair Bolsonaro (PSL) pontuou na pesquisa com os evangélicos 26%, sem Lula (PT), e 17% com os católicos. Segundo a reportagem, evangélicos não gostaram das propostas de Marina em relação ao aborto, ao casamento gay e ao direito desses casais de adotarem crianças.

Em resposta, Marina afirmou que tem muito respeito pelos evangélicos, mas que pretende dialogar com o país todo. “A comunidade evangélica é grande e relevante no Brasil, são cidadãos dignos de respeito nas suas demandas de saúde, educação, segurança pública como qualquer outro cidadão. (…) Vou dialogar com todos os brasileiros, independentemente do credo, cor e condição social”, completou. Eduardo Jorge (PV), vice de Marina, afirmou que não vale tudo para vencer a eleição, e que a candidata “paga o preço de manter sua fé intacta e ter abertura para conversar com os diferentes”.