Marinha descarta relação entre óleo encontrado em Cabo Frio e petróleo venezuelano

Fragmento de óleo encontrado na Praia de Peró, em Cabo Frio (RJ)

RIO — Os fragmentos de óleo encontrados na Praia do Peró, em Cabo Frio (RJ), na Região dos Lagos, não são compatíveis com o petróleo cru que afeta praias do Nordeste e Sudeste. A análise do material, de cerca de 100 gramas, foi feita pelo Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), ligado à Marinha, e divulgado pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Força junto da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Anteriormente, o IEAPM já havia descartado a relação entre resíduos encontrados em Macaé e Quissamã, também no Norte Fluminense, e o material derramado na costa brasileira.

Ainda segundo o GAA, não foram detectadas novas ocorrências de óleo no estado do Rio. Os fragmentos já foram retirados da praia. A última atualização do Ibama, divulgada na última sexta-feira, apontava 817 localidades afetadas pelo petróleo venezuelano distribuídas por onze estados e 126 municípios. A origem do vazamento ainda é desconhecida.

Os primeiros resíduos de óleo chegaram ao estado do Rio no último dia 23, na Praia de Grussaí, em São João da Barra, no Norte Fluminense. Na quinta-feira, o GAA considerou "baixa" a probabilidade do petróleo avançar ao Sul de Cabo Frio, na direção da capital e da Região Metropolitana, em razão da dinâmica das correntes oceânicas.