Marinha expulsa cabo suspeito de colocar fogo em igreja no Chile durante manifestação

Anita Efraim
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Protesters storm the San Francisco de Borja church, that belongs to Carabineros, Chile's national police force, on the one-year anniversary of the start of anti-government mass protests over inequality in Santiago, Chile, Sunday, Oct. 18, 2020.  (AP Photo/Esteban Felix)
Igreja San Francisco de Borja foi queimada durante manifestações no último domingo, 18 de outubro, aniversário de um ano das maiores mobilizações populares do Chile (Foto: AP Photo/Esteban Felix)

As Forças Armadas do país expulsaram um cabo que foi preso entre manifestantes que queimaram uma igreja em Santiago no último domingo, 18. O dia marcou o aniversário de um ano do início das revoltas populares no país.

A princípio, a igreja San Francisco de Borja foi saqueada por pessoas encapuzadas, que colocaram fogo no edifícil. Os bombeiros conseguiram controlar o incêndio em poucos minutos. Mais tarde, a igreja voltou a ser queimada e cinco pessoas foram detidas, um deles era membro das Forças Armadas.

Em nota na última segunda-feira, 19, as Forças Armadas afirmou que o cabo Ernesto Osorio Loyola, de 21 anos, servia na Base Aeronaval de Concón e estava de folga no dia da manifestação. Nesta terça-feira, 20, a instituição tomou a decisão de expulsá-lo.

O porta-voz do governo, Jaime Belloio, e o ministro do Interior, Víctor Pérez, criticaram o ocorrido e afirmaram que há “mais de uma versão” do fato.

Para Belloio, falta fazer toda a investigação, “mas, o que sei é que o cabo foi preso perto das 16h, 16h30, antes do início do incêndio, em uma barricada que está por fora. No entanto, outras pessoas têm outras versões”.

Ainda assim, o porta-voz reprovou a atitude do agora ex-cabo da Marinha de participar de atos que chamou que tinham “vandalismo”.

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Segundo informações do portal chileno En Cancha, o cabo da marinha foi julgado e terá de ir duas vezes ao mês às autoridades para prestar contas. Ele foi acusado de desordem pública e foi enquadrado na lei antibarricadas e também por colocar em perigo a saúde pública.

Após o episódio, foi levantada a hipótese de se tratar de um infiltrado na manifestação, com o objetivo de torna-la violenta. Em entrevista para a rádio ADN, o ministro da Defesa, Mario Desbordes, descartou a possibilidade.

“É um mecânico de aviação de Concón que estava no dia de folga, não é um infiltrado, não se infiltrou ninguém de ações de inteligência”, garantiu o ministro.