Marinho busca ampliar apelo bolsonarista no Senado com pauta econômica

***ARQUIVO*** BRASILIA, DF,  BRASIL,  31-03-2022, Rogério Marinho, (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASILIA, DF, BRASIL, 31-03-2022, Rogério Marinho, (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Candidato à presidência do Senado pelo PL, Rogério Marinho busca ampliar o apoio para além da base e das pautas bolsonaristas. O ex-ministro se vale da bagagem como secretário especial de Previdência e Trabalho, além do papel como um dos articuladores das reformas trabalhista e da previdenciária.

"A minha candidatura também é pela preservação do legado econômico dos últimos seis anos", sustenta.

Como deputado federal, Marinho foi o relator da reforma trabalhista na comissão especial que analisou o tema. Em 2019, foi nomeado secretário da Previdência e ajudou a destravar a reforma no Congresso Nacional.

Caso seja eleito presidente do Senado, ele sabe que terá de enfrentar dois temas centrais: a reforma tributária e a nova âncora fiscal.

Sobre a tributária, ele discorda da proposta que já está em tramitação no Congresso e deve ser aproveitada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Elas foram negociadas ao longo do mandato de Jair Bolsonaro (PL) pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes, com quem Marinho antagonizou em alguns momentos da gestão.

O candidato à presidência do Senado defende a unificação do PIS e do Cofins em um primeiro momento, deixando o IVA, que unificaria impostos estaduais, e mudanças no imposto de renda para o médio prazo.

Sobre a âncora fiscal, ele vê espaço para flexibilizar o teto para investimentos em casos de receitas extraordinárias ou fundos setoriais.