Mário Frias faz ataque racista contra professor: "Não sei quem é, mas precisa de um banho"

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Mário Frias tem assustado os funcionários com seu comportamento - Foto: Agência Brasil
Comentário preconceituoso de Mário Frias foi ataque racista a professor (Foto: Agência Brasil)
  • Mário Frias fez comentário racista nas redes sociais contra professor

  • Usuários relatam ter denunciado o comentário, mas postagem preconceituosa não foi apagada

  • Secretário Especial da Cultura é a terceira autoridade que mais bloqueia jornalistas

O secretário Especial da Cultura, Mário Frias, fez um comentário racista nas redes sociais contra o professor de história Jones Manoel. Segundo Frias, o docente, que é negro "precisa de um banho". 

O comentário racista foi feito em uma publicação de Tercio Arnaud, Assessor Especial do Presidente Jair Bolsonaro. Ele postou uma matéria sobre Jones Manoel, cujo título é "Jones Manoel diz que já comprou fogos para eventual morte de Bolsonaro" e diz respeito ao estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), internado em São Paulo

O assessor da Presidência questionou quem seria o professor. "A pergunta que não quer calar: Quem caralhas é Jones Manoel?", escreveu Tercio Arnaud. 

Frias, então, fez o comentário preconceituoso. "Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho", respondeu. O secretário Especial da Cultura foi criticado e repreendidos por outros usuários da rede social. Eles relataram ter denunciado o comentário, mas a postagem, até o momento, não foi apagada. 

Comentário racista foi uma resposta de Mário Frias ao assessor da Presidência Tercio Arnaud (Foto: Reprodução)
Comentário racista foi uma resposta de Mário Frias ao assessor da Presidência Tercio Arnaud (Foto: Reprodução)

Polêmicas recentes de Frias 

Bloqueio de jornalistas

Recentemente, Mário Frias se tornou a terceira autoridade brasileira que mais bloqueou jornalistas, segundo a Abraji (Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos). De acordo com o levantamento, são 19 profissionais de imprensa. 

Ele está atrás do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. 

Festival antifascista

O governo do presidente Jair Bolsonaro impediu um festival de jazz na Chapada Diamantina, na Bahia, de captar recursos via Lei Rouanet por se posicionar contra o fascismo nas redes sociais. O parecer técnico é do dia 25 de junho e foi analisado pela Fundação Nacional das Artes (Funarte). 

Assinado pelo coordenador do Programa Nacional de Apoio à Cultura da Funarte, Ronaldo Gomes, o parecer técnico afirma que localizou um postagem realizada no Facebook na qual "complementou os fundamentos" para barrar o projeto. A pasta faz parte da Secretaria Especial de Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo, comandada pelo secretário especial Mário Frias.

Na decisão contrária ao projeto chamado Festival de Jazz do Capão, que está em sua 9ª edição — três delas foram realizadas com recursos captados via Lei Rouanet —, a Funarte ainda cita Deus como justificativa do parecer desfavorável. 

O escritor Paulo Coelho se ofereceu para cobrir parte dos gastos do festival, para que o evento possa acontecer. 

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