Situação da Cinemateca é 'herança maldita do petismo', diz Mário Frias

·2 minuto de leitura
  • O incêndio que atingiu o galpão da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, teve início durante a manutenção do sistema de ar-condicionado, de acordo com o Corpo de Bombeiros

  • Em resposta a petista, Frias culpou gestões anteriores por situação precária do local

  • Frias chegou a cogitar que o incêndio possa ter sido "criminoso" sem apresentar qualquer indício ou prova

Mario Frias, secretário especial da cultura, afirmou que o incêndio que atingiu a Cinemateca nessa quinta-feira (29) é uma das 'heranças malditas do governo apocalíptico do petismo". A colocação foi em resposta às criticas do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

O deputado petista usou o twitter para dizer que criticar Frias e o 'Bolsonarismo'. Pimenta ressaltou que enquanto a Cinemateca pegava fogo, o secretário da Cultura estava em Roma, na Itália.

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A resposta do ex-global não demorou. De acordo com Frias, o estado crítico de conservação da Cinemateca é culpa das gestões anteriores e não do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), acusado de precarizar ainda mais o setor cultural do país.

"O estado que recebemos a Cinemateca é uma das heranças malditas do governo apocalíptico do petismo, que destruiu todo o estado para rapinar o dinheiro público e sustentar uma imensa quadrilha de corrupção e sujeira criminosa. Não tivessem feito isto, teríamos verba para criar mil novas Cinematecas", escreveu Frias. 

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Além de responsabilizar governos anteriores, Frias chegou a cogitar que o incêndio possa ter sido "criminoso" sem apresentar qualquer indício ou prova. 

A Cinemateca possui uma dívida de cerca de R$13 milhões devido a um calote do governo federal. O local é um dos maior reduto audiovisual da América do Sul e é de responsabilidade do Ministério do Turismo. 

Incêndio teria começado por manutenção no ar-condicionado

O incêndio que atingiu o galpão onde fica guardado parte acervo da Cinemateca Brasileira, na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, teve início durante a manutenção do sistema de ar-condicionado, segundo o Corpo de Bombeiros.

Segundo a capitã Karina Paula Moreira, que comanda a operação de combate ao fogo, o incêndio começou em uma das salas do acervo histórico do terceiro andar. Uma equipe terceirizada do governo federal fazia a manutenção do ar-condicionado.

Essa parte do andar é dividida em três salas, sendo duas de filmes de 1920 e 1940, e uma parte de arquivos impressos e documentos históricos. Essas três salas foram atingidas pelo fogo. Nós estamos levantando o que foi queimado e o que foi preservado", afirmou ela. 

A capitã do Corpo de Bombeiros disse ainda que "provavelmente" o acervo deste andar foi totalmente perdido. Segundo ela, o térreo do galpão foi o lugar menos atingido.

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