Governo egípcio diz que ataque de Alexandria não afetará eleições

Cairo, 24 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Egito, Xerife Ismail, garantiu que o atentado deste sábado na cidade mediterrânea de Alexandria, no qual morreram duas pessoas, não vai desestimular os egípcios de "participarem do processo democrático", a dois dias das eleições presidenciais no país.

Em declarações recolhidas pela agência oficial de notícias "Mena", Ismail qualificou o ataque de "tentativa desesperada por parte das forças do terrorismo e dos países que o apoiam de influenciar no ambiente positivo no Egito".

Além disso, destacou que este tipo de ato só vai "aumentar a insistência do Estado egípcio em seguir sua trajetória política e o seu programa econômico", já que está realizando duras reformas ditadas pelo Fundo Monetário Internacional.

Ismail acrescentou que "os esforços para fazer frente ao terrorismo por parte das Forças Armadas e de segurança não vão diminuir até excluir suas raízes malignas do território egípcio e recuperar a segurança em todos os cantos" do país.

Por sua vez, o ministro de Interior egípcio, Magdi Abdelgafar, garantiu que o ataque é "uma tentativa desesperada para desestabilizar o país e uma vingança contra a determinação e a insistência do povo egípcio para concluir a trajetória para (...) o futuro".

Abdelgafar fez estas declarações após inspecionar o local da explosão, que teve como alvo o diretor da Polícia de Alexandria, Mustafa al Nemr, que saiu ileso.

O ministro acrescentou que "estes atos covardes não vão acabar com a vontade da polícia na sua luta contra o terrorismo, por maior que sejam os desafios".

Segundo o Interior, uma bomba colocado debaixo de um veículo explodiu durante a passagem do carro em que estava Al Nemr, porém o motorista e um agente que estava no banco de trás do carro não resistiram aos ferimentos e morreram.

O incidente ocorre a dois dias da realização das eleições presidenciais egípcias, nas quais o atual chefe do Estado, Abdul Fatah al Sisi, tenta um segundo mandato depois de seus primeiros quatro anos no poder marcados pela luta contra o terrorismo. EFE