Martinelli lidera goleada do Fluminense sobre Goiás e mostra que a base deve ser tratada como solução

Marcello Neves
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Foto: FramePhoto / Agência O Globo

Categoria de base foi assunto no noticiário esportivo devido a final da Libertadores. O Palmeiras apostou em Danilo e Gabriel Menino, enquanto a proibição da Fifa “ajudou” o Santos a encontrar Kaio Jorge, por exemplo. O Fluminense, que se gaba de ter a melhor do Brasil, deveria ser um exemplo neste sentido. Não é. Mas jogos como a vitória por 3 a 0 sobre o Goiás, no Nilton Santos, reforçam o que deveria ser lema em Laranjeiras: a base sempre deve ser prioridade.

Com a vitória, o Fluminense subiu para 53 pontos e está em situação excelente para sonhar com a Libertadores. Caso vire G-8, está a oito de distância do Ceará, o nono colocado. Como a equipe do técnico Marcão se colocou nesta situação? Base.

Sobre o jogo, foi um passeio do Fluminense no Nilton Santos. O Goiás abriu mão dos três zagueiros e a estratégia não deu certo: espaçado, não conseguia atacar e era facilmente batido na defesa. Nino, de cabeça após escanteio da direta, abriu o placar. Depois, o volante Martinelli, de 19 anos, transformou a vitória em um baile.

Peço ao torcedor que volte no tempo e responda: quantos volantes foram contratados até Martinelli ter chance? Lembra que a maior crítica no início da temporada era pelo excesso de medalhões e refugos contratados para o setor? Hudson, Henrique, Yuri... Quanto tempo foi tomado até o óbvio ser visto? Dos pés dele saíram o segundo e o terceiro gol tricolor.

Isso não significa que a equipe deve ser apenas de atletas da base, claro. Vale destacar a boa partida de Nenê, Luccas Claro e Lucca, por exemplo. A questão é saber dosar e construir uma identidade nas contratações.

Caso vá à Libertadores, o Fluminense terá que decidir se manterá a ideia de apostar em refugos e medalhões ou apostará na base, como Palmeiras e Santos fizeram. A resposta parece óbvia.