Masataka Ota, ex-vereador que teve filho de 8 anos morto em sequestro, morre vítima de câncer em SP

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Foto: Reprodução/Youtube
Ota seguiu uma trajetória política marcada pela defesa de leis mais duras para os autores de crimes hediondos e pela redução da impunidade criminal (Foto: Reprodução/Youtube)

O empresário, ex-vereador e atual suplente de vereador na Câmara Municipal de São Paulo, Masataka Ota, de 63 anos, morreu nesta quarta-feira (24) vítima de um câncer. Ota ficou conhecido nacionalmente após o sequestro e assassinato de seu filho, Ives Ota, de 8 anos, em 1997.

O assassinato do menino Ives chocou São Paulo. O garoto foi sequestrado, assassinado a tiros e seu corpo foi encontrado enterrado na casa de um dos assassinos, um motoboy, preso quando se preparava para receber o resgate — o criminoso foi condenado a mais de 40 anos de prisão com outros dois comparsas, dois policiais militares.

Leia também

Depois da tragédia com o filho, Ota fundou o Instituto Ives Ota, uma ONG dedicada ao trabalho comunitário na zona leste de São Paulo, onde a família vivia. Ao lado da mulher, Keiko Ota, ele criou o Movimento Paz e Justiça, ficou frente a frente com os criminosos e os perdoou.

De lá para cá, Ota seguiu uma trajetória política marcada pela defesa de leis mais duras para os autores de crimes hediondos e pela redução da impunidade criminal. Essa mesma bandeira política foi defendida por Keiko, que é deputada pelo PSB, na Câmara.

Nesta quarta-feira (24), em uma rede social, o ex-governador Márcio Franca (PSB) lamentou a morte de Ota. “Vai finalmente abraçar seu filhinho amado, Ives Ota”, escreveu França.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

O deputado estadual José Américo (PT), que foi colega de Ota durante mandato de vereador na Câmara, também lamentou, em mensagem à mulher dele, Keiko Ota. “Meus sentimentos pela morte do nosso querido Ota”, escreveu Américo.

O comerciante nasceu em Tomigusuku, Okinawa, no Japão, e era naturalizado brasileiro. Chegou ao Brasil com um ano de idade. Era pai de Vanessa e Ises, esta nascida depois da morte de Ives.

Após dois mandatos, Ota não conseguiu a reeleição em 2020. Conquistou 9.427 votos e era suplente do PSB na Câmara Municipal.