Massacre evitado em escola de MG foi 'inspirado' em ataques no ES; entenda o plano

Aluno queria executar massacre na Escola Estadual Coronel Camilo Soares (Foto: Reprodução/Google Street View)
Aluno queria executar massacre na Escola Estadual Coronel Camilo Soares (Foto: Reprodução/Google Street View)

Após uma denúncia anônima, um estudante de 14 anos foi apreendido antes de executar um massacre na Escola Estadual Coronel Camilo Soares, no município de Ubá, na Zona da Mata, em Minas Gerais.

Segundo o adolescente, ele se inspirou nos ataques do atirador de 16 anos, que invadiu duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, na última sexta-feira (25) e abriu fogo contra alunos, professores e funcionários. Quatro pessoas foram mortas.

No caso de Minas, que ocorreu na quarta (30), o aluno entrou na instituição com um machado e um martelo na mochila.

A vice-diretora ficou sabendo da intenção do estudante por meio de uma denúncia anônima feita pelos pais de outro aluno, informou o site Estado de Minas.

Ela, então, acionou o Conselho Tutelar, que chamou a polícia.

De acordo com a Polícia Militar, o alvo do ataque seria a diretora da escola. Aos policiais, o estudante afirmou que queria fazer um massacre, mas disse que escolheria aleatoriamente suas vítimas.

Ele alegou, ainda, estar insatisfeito com o colégio no qual estuda, além de estar infeliz com a família e a própria vida.

Segundo o adolescente, ele está arrependido e gostaria de ser internado. Ele contou já ter feito tratamento psicológico e que gostaria de continuar.

O jovem foi levado ao Hospital Santa Isabel e, depois, encaminhado à delegacia da Polícia Civil na companhia de um responsável legal.

Posicionamento

Ao Estado de Minas, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informou que “as atividades pedagógicas seguiram normalmente na unidade, e a superintendente Regional de Ensino de Ubá, que foi acompanhar de perto o caso, passou na sala para acolher e conversar com os demais alunos, juntamente com a direção”.

Além disso, disse que “uma equipe multidisciplinar, com apoio do Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE) da SEE/MG, também compareceu à escola para realizar o acolhimento necessário aos estudantes envolvidos”.

“A SEE/MG salienta que desenvolve e estimula a realização de ações de prevenção e combate à violência no ambiente escolar, por meio do Programa de Convivência Democrática, que procura defender e garantir a cultura de paz nas escolas, promover o respeito, um ambiente acolhedor e a mediação de conflitos. Além disso, conta com importante parceria da Patrulha Escolar da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para propiciar um ambiente cada vez mais seguro aos alunos da rede estadual”, finaliza o comunicado.