Matheus Pichonelli: Arma de Bolsonaro para perseguir opositores é revogada pela Câmara

Em meio ao furacão da CPI da Covid no Senado, a Câmara dos Deputados revogou a Lei de Segurança Nacional, resquício do período da ditadura militar (1964-1985) e que vem sendo usada com mais frequência nos últimos anos como arma para perseguir opositores ao governo de Jair Bolsonaro.

Entre janeiro de 2019 e o início de abril deste ano, segundo informações da PF, foram 84 inquéritos instaurados com base na lei. Quase o dobro dos quatro anos anteriores, período que inclui os mandatos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

Entre os alvos do governo Bolsonaro com base na LSN, estão nomes de destaque como o youtuber Felipe Neto, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), e o colunista da Folha de S.Paulo Hélio Schwartsman.

Mas também foram investigados e perseguidos anônimos como o sociólogo Tiago Costa Rodrigues, responsável pelos outdoors que estampavam Bolsonaro e a expressão "não vale um pequi roído", no interior do Tocantins.

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