Matheus Pichonelli: Com indicação de Mendonça, Bolsonaro volta a acenar para base religiosa

O colunista político do Yahoo Noticias analisa a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que confirmou a aliados, nesta terça-feira (6), que indicará o advogado-geral da União, André Mendonça, como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mendonça irá substituir o ministro Marco Aurélio Mello, decano no Supremo, que irá se aposentar no próximo dia 12 de julho, quando completará 75 anos.

Já era esperado que Bolsonaro nomeasse Mendonça. Dos nomes cogitados para o STF, o do advogado-feral da União era o mais cogitado por manter bom diálogo com seus futuros colegas. Além disso, Mendonça se tornou uma espécie de interlocutor do governo no tribunal no governo Bolsonaro.

Quando for nomeado oficialmente pelo presidente da República, Mendonça precisa ser aprovado em sabatina pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

"Servo" de Bolsonaro e “terrivelmente evangélico”

Em 2020, André Mendonça foi o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cargo que ficou vago após o pedido de demissão do ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro.

O discurso de posse de André Mendonça foi tomado por um teor religioso no momento em que ele se referiu ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Mendonça se disse um “líder e também servo” do governo e, para ele, Bolsonaro é um “profeta no combate à criminalidade”.

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