Matheus Pichonelli: Troca-troca nos partidos de esquerda mira crescimento em direção ao centro para 2022

O analista político do Yahoo Notícias expõe sobre as recentes saídas do governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, e do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL.

Os dois filiaram-se ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) que, em busca de construir uma esquerda mais viável, está fortalecendo seu quadro de olho nas eleições de 2022. Tanto o PCdoB quanto o PSOL são legendas consideradas mais à esquerda que o PSB no espectro ideológico.

A expectativa é que Freixo concorra ao governo do estado do Rio de Janeiro. Dino, por sua vez, ressaltou os valores da democracia e da liberdade e deverá atuar como um forte articulador das alianças políticas em uma possível Frente Ampla.

Na ocasião, Dino e Freixo falaram na necessidade de união e na missão de combater diretamente o presidente Jair Bolsonaro.

Outro que pode migrar de legenda é ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Perdendo espaço dentro do PSDB, ele estuda uma possível filiação ao DEM, que perdeu Rodrigo Maia, ou ao PSB de Gilberto Kassab.

Essa movimentação, ao que tudo indica, pode provocar um embate pelo governo paulista entre um padrinho político e seu 'afilhado', já que foi Alckmin quem 'abençoou' a caminhada de João Doria (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes.

Com menos atenções, essas articulações nos estados tem tudo para serem determinantes quando os partidos medirem força na disputa principal: a da Presidência em 2022.

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