Mauricio Souza pode ser investigado a pedido de parlamentares LGBTQIA+

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Brazil's Mauricio de Souza serves in the men's preliminary round pool B volleyball match between Brazil and USA during the Tokyo 2020 Olympic Games at Ariake Arena in Tokyo on July 30, 2021. (Photo by ANGELA WEISS / AFP) (Photo by ANGELA WEISS/AFP via Getty Images)
Maurício Souza foi demitido do Minas por postagens homofóbicas após pressão de patrocinadores (Foto: ANGELA WEISS/AFP via Getty Images)
  • Grupo de parlamentares LGBTQIA+ pediram abertura de processo contra Maurício Souza no MP de Minas Gerais

  • Parlamentares também pediram que o jogador de vôlei pague R$ 50 mil por danos morais

  • Grupo ainda quer reunião com o Facebook, dono do Instagram, para discutir ações contra discurso de ódio

Um grupo de 20 parlamentares LGBTQIA+ encaminharam uma representação contra o jogador de vôlei Maurício Souza ao Ministério Público de Minas Gerais. A decisão foi tomada pelos parlamentares após publicações homofóbicas nas redes sociais do jogador, que acabou demitido do Minas, onde jogava. A informação é da colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Os parlamentares são de 13 estados e de sete partidos políticos diferentes. Segundo o grupo, a discriminação praticada por Maurício Souza é “nítida e direta, porque decorrente da intenção explícita de humilhar e constranger toda a população LGBTQIA+, causando prejuízo no exercício adequado do direito fundamental à cidadania e risco aumentado de violência por discursos como este”.

“O senhor Maurício Souza tem usado suas redes sociais há muito tempo para disseminar comentários ofensivos à comunidade LGBTQIA+, direta ou indiretamente”, argumentam os parlamentares.

O grupo de parlamentares pede que o Ministério Público de Minas Gerais abra uma ação penal pública contra o jogador por incitação do preconceito e discriminação homotransfóbica. Na ação, ainda é pedida uma indenização por dano moral coletivo a partir de R$ 50 mil.

O grupo também pediu uma reunião com o Facebook para falar sobre as publicações do jogador de vôlei no Instagram, rede social que pertence a empresa. Segundo a coluna da jornalista Monica Bergamo, o objetivo é discutir as políticas da plataforma para combater a violência LGBTfóbica e o discurso de ódio.

Estão entre os signatários:

  • Senador Fabiano Contarato (Rede-ES)

  • Deputada Leci Brandão (PCdoB-SP)

  • Deputado David Miranda (PSOL-RJ)

  • Deputada Vivi Reis (PSOL-PA)

  • Deputada Fábio Felix (PSOL-DF)

  • Deputada Robeyonce Lima (PSOL-PE)

  • Vereadora Erika Hilton (PSOL-SP)

  • Vereadora Monica Benício (PSOL-RJ)

  • Vereadora Linda Brasil (PSOL-SE)

  • Vereadora Duda Salabert (PDT-MG)

  • Vereadora Bella Gonçalves (PSOL-MG)

  • Vereadora Thabatta Pimenta (Pros-RN)

  • Vereadora Benny Briolly (PSOL-RJ)

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