Mauro cita clubes pequenos em risco e critica prioridade de dirigentes e CBF: 'Falta de noção absurda'


O futebol no Brasil no mundo está suspenso devido à pandemia de coronavírus. E, assim como em outros países, os clubes menores são os primeiros a sentirem os reflexos da paralisação. A questão foi tema nesta quinta-feira do podcast "Posse de Bola", do portal "UOL".

Parte das críticas de Mauro Cezar Pereira foram direcionadas à CBF e aos dirigentes dos principais times brasileiros. O comentarista da "ESPN Brasil" apontou para o fato de a entidade não ter apresentado um plano de auxílio a clubes pequenos, mesmo tendo alcançado faturamento recorde na última temporada.

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Estão preocupados em mudar regulamento de Campeonato Brasileiro, isso é uma falta de noção absurda. Eles tinham que estar preocupados com outras coisas, inclusive, exigindo que a CBF ajudasse os clubes pequenos principalmente, já que ela apresentou um faturamento de quase R$ 1 bilhão em 2019, esse número foi divulgado na semana passada. No meio disso tudo, a CBF faturou quase R$ 1 bilhão. Para que esse dinheiro todo? - questionou Mauro Cezar, que projetou as consequências da falta de ação em meio à crise mundial por conta do coronavírus:

- Os clubes que estão em dificuldades financeiras vão voltar ainda mais fragilizados, e aqueles que têm uma condição financeira melhor, poderão suportar de repente essa parada de uma maneira, digamos assim, não sendo tão afetados. Todos serão afetados, mas não sendo tão afetados. Eu acho que a tendência é haver um descolamento ainda maior dos que têm uma condição um pouco melhor em relação aos demais.

O jornalista alertou para a possibilidade a possibilidade de alguns clubes desaparecerem devido aos problemas financeiros que surgem com a pausa no calendário:

- Poderia muito bem usar parte desse dinheiro para fomentar o futebol, para ajudar os clubes pequenos, especialmente, que vão passar por dificuldades terríveis, alguns talvez desapareçam. Alguns não vão desaparecer por conta de sua grande torcida, outros talvez desapareçam sim. A gente não sabe quanto tempo isso vai durar, como isso vai ser. É uma situação dramática - finalizou.