Mayana Moura, que tem transtorno bipolar, relata dificuldade para se vacinar contra Covid-19

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A atriz Mayana Moura recebeu dose de vacina contra a Covid-19. Foto: reprodução/Instagram/mayanamouraoficial
A atriz Mayana Moura recebeu dose de vacina contra a Covid-19. Foto: reprodução/Instagram/mayanamouraoficial

Resumo da notícia

  • Mayana Moura recebeu primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Rio

  • A atriz desabafou nas redes sociais sobre a dificuldade para ser imunizada

  • Ela explicou que o transtorno bipolar, como é seu caso, está incluído no grupo prioritário da cidade

Mayana Moura fez um desabafo nas redes sociais sobre a dificuldade de receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Rio de Janeiro. No relato feito na última sexta-feira (21), a atriz de 38 anos explicou que se encaixa no grupo prioritário por ter transtorno bipolar e que doenças psicossociais estão incluídas no calendário de imunização em andamento na cidade.

"Não foi fácil. A prefeitura do Rio de Janeiro incluiu doença psicossocial na lista de deficiência, não na lista de comorbidades, não confundam... Porque vão querer dizer pra vocês que vocês não estão na lista de comorbidades. E não estão mesmo, estão na de deficiência", contou no Instagram. 

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A intérprete afirmou que as próprias equipes responsáveis pela aplicação da vacina ficaram na dúvida se ela estaria contemplada pelo calendário municipal. Além disso, incentivou seus seguidores a se informarem a respeito das categorias que já podem ser imunizadas.

"E na porta uma confusão! Ninguém parece ter certeza de nada! De todo jeito, saiba os seus direitos. Consiga o máximo de informação possível e vá! Foi anunciado pela própria prefeitura do Rio de Janeiro que pessoas com problemas psicossociais teriam direito a prioridade. Não desista. Feliz de estar, enfim, vacinada e triste de ver o Brasil mais uma vez ser esse lugar instável e confuso. Gostaria de ver todo mundo vacinado o mais breve possível", encerrou.

A atitude da atriz foi elogiada por seus seguidores. "Tô falando com o meu psiquiatra graças a você! Vamos ver se eu entro nesse grupo, já que tenho depressão e sou medicada por isso! Obrigada por nos informar de algo tão importante!", comentou uma admiradora. 

"Mayana, graças a você descobri que sou prioridade na fila! Eu tô emocionada, mesmo que demore, mas eu vou atrás dos meus direitos. Muito obrigada", agradeceu outra.

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À revista "Quem", Mayana explicou que foi diagnosticada com bipolaridade tipo 1 aos 34 anos e não teve mais nenhuma crise desde então, já que tem acompanhamento profissional e faz uso de medicamentos. 

"Não tem cura o que tenho, mas com a medicação e a terapia, tenho uma vida normal. Terei que tomar remédio para o resto da vida. E faço terapia duas vezes na semana. Fiquei muito feliz que fui vacinada. Meu marido é francês e sabia que em Paris doença psicossocial é do grupo prioritário. Resolvi enfrentar isso de peito aberto porque acho que posso ajudar as pessoas. Meu desejo é poder contribuir para que as pessoas se tratem, levem a sério os tratamentos, tomem os remédios e possam ter uma vida normal. É importante as pessoas saberem dos seus direitos", afirmou.

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