MC Guimê volta às paradas com hit da Copa de 2014, vê agenda de shows lotar e recebe convite pra ir ao Catar

Não são apenas os jogadores que ficam em evidência na Copa do Mundo. Desde o primeiro jogo do Brasil neste Mundial, MC Guimê se surpreendeu com o que aconteceu com “País do futebol”, hit dele lançado em 2014. De forma orgânica, a canção, que tem Emicida e Neymar no clipe, alcançou o 9º lugar na lista diária das mais tocadas do Brasil e o 17ª lugar das mais virais mundiais do Spotify. No total, o clipe acumula 99 milhões de visualizações no YouTube. Com todo esse sucesso, o cantor promete lançar em breve um remix eletrônico com a dupla eletrônica Dubdogz.

— É um sentimento único, foi uma surpresa enorme. Pensei que seria como a repercussão que rolou em 2018, mas, quando eu vi, chegou às listas de mais tocadas. É um ponto histórico na minha carreira. Praticamente relancei uma música sem relançá-la oficialmente — acha graça o MC, que brinca com o fato de a canção ter o verso “Tocou Neymar é gol” e o jogador ter se lesionado: — Agora é a hora da “Dança do pombo!”.

Se já é bom ver um hit voltar a bombar, melhor ainda é isso se reverter em faturamento. No último fim de semana, Guimê fez aos menos três shows em cada dia.

— Minha agenda estava até boa, só que com o estouro da música fui fechando outras mil coisas e já comecei a faturar mais. Em 2018, também foi assim. Os eventos pensam em me contratar por conta dessa relação com a Copa. Fico honrado porque sempre amei futebol — diz Guimê, que faz um pedido a quem gosta do hit, brincando: — Em 2026, tem que ser igual. Torço para ser assim em todas as Copas.

O clipe de “País do futebol” mostra meninos que têm o sonho de ser jogador. O próprio Guimê também já desejou isso quando ainda era garoto em Osasco, em São Paulo.

— Todo moleque como eu, que veio da comunidade, já sonhou ser jogador. Costumo dizer que sou ruim no futebol, por isso que dei certo na música (risos) — diverte-se o torcedor do Corinthians, que também acompanha o futebol europeu: — Sou um torcedor tranquilo e agora, com o VAR, sou mais ainda. Essa tecnologia ajuda a não deixar dar nada errado. Antes tinha muito erro. Mas sei perder também.

Fato é que a música só trouxe coisas positivas a Guimê. Amizade com Emicida, Neymar e até uma nova visão sobre o seu trabalho na época:

— Quando fiz a música, mandei para Neymar através de uns amigos de infância dele. O cara topou fazer o clipe e conseguimos ajustar com a agenda dele, que é supercorrida. Ele é pureza, sangue bom.

Oito anos depois, o hit rendeu até convites para o Catar!

— Fechei uma parceria com a marca de cervejas patrocinadora da Copa e rolaram diversas ideias para eu ir. Só que a agenda cheia não permitiu. Mas vai que na final eu não apareço por lá? — insinua.

Nova fase da vida

Enquanto vê seu hit voltar a fazer sucesso, o cantor experimenta uma nova fase na vida. No estúdio gravando projetos no trap, no funk e no rap, ele completou 30 anos e se separou de Lexa, com quem estava casado há sete.

— A cada amanhecer eu vejo um recomeço, novas páginas, uma outra história. Quando sinto isso, fico bem, forte e confiante. Quando a gente vive um desafio, saber que tem Deus ao lado dá uma segurança. Estou muito inspirado, então, se Deus quiser, desses momentos virão muitas notícias boas. Já começou a acontecer!

Em 2022, Guimê ainda teve a oportunidade de mostrar um outro lado no “The masked singer Brasil”. A experiência junto com Lexa foi tão importante que ele pretende eternizar no corpo.

— Estou até devendo isso! Faz tempo que eu falo que eu vou fazer... Vou arrumar um espacinho para tatuar o Lampião e a Maria Bonita na pele — conta ele que, como se vê, já tem grande parte de seu corpo tatuado.