MDB deixará diretórios decidirem sobre apoio a Lula ou Bolsonaro no 2º turno

MDB, partido de Simone Tebet, está com os diretórios divididos no apoio entre Lula e Bolsonaro. (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP) (Photo by MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
MDB, partido de Simone Tebet, está com os diretórios divididos no apoio entre Lula e Bolsonaro. (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP) (Photo by MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)

Há uma divisão interna no MDB (Movimento Democrático Brasileiro) hoje: enquanto 11 dos 27 diretórios apoiam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, outras lideranças das regiões Sul e Sudeste preferem o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com isso, a tendência é que os diretórios regionais sejam liberados para apoiar quem quiserem após o primeiro turno.

Segundo lideranças emedebistas ouvidas pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a decisão deve sair até a próxima quarta-feira (5 de outubro), três dias após o resultado do primeiro turno, marcado para este domingo (2).

A escolha pessoal da senadora Simone Tebet, que atualmente disputa a presidência da República pela legenda, ainda é desconhecida. De acordo com informações do colunista, ela teria prometido não declarar apoio ao presidente Jair Bolsonaro numa eventual segunda etapa das eleições. Dessa forma, só restaria a ela seguir com Lula ou assumir neutralidade.

No debate entre presidenciáveis promovido pela TV Globo na noite desta quinta-feira (29), Tebet foi mais assertiva nas críticas a Bolsonaro, mas também não amaciou para o petista.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

O atual mandatário tentou fazer uma dobradinha com ela para lançar suspeitas contra Lula sobre o caso do ex-prefeito petista Celso Daniel, morto em 2002. A emedebista não comprou a proposta do candidato à reeleição.

“Lamento essa questão ser dirigida a mim. Eu acho que falta ao senhor coragem de perguntar isso ao candidato Lula, que está aqui. Vamos tratar dos problemas do país", disse Tebet.

Em outro momento, agora com Lula, o petista elogiou a participação dela na CPI da Covid, chamando de "extraordinária" e a questionou se teria havido corrupção na compra de vacinas durante o governo Bolsonaro. Tebet, por sua vez, apontou que a corrupção não começou no atual governo.

"Quero sim confirmar, eu vi, houve corrupção, tentativa de comprar vacinas superfaturadas. Os documentos estão aí, Covaxin é o contrato mais escabroso que eu vi", disse Simone, que complementou: "Mas eu gostaria só de dizer que a corrupção não começou nesse governo. A corrupção é fruto de governos passados e a corrupção mata. Então eu só quero dizer que este Governo tem esquemas de corrupção como lamentavelmente teve o governo de vossa excelência", rebateu Tebet.