Meca de marcas de luxo, Hong Kong vê futuro do setor com pessimismo

IGOR GIELOW
*ARQUIVO* PEQUIM, CHINA, 12.04.2019 - Fachada da loja da Prada em Pequim. (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)

HONG KONG, CHINA (FOLHAPRESS) - Andar nas ruas de Causeway Bay, em Hong Kong é uma experiência opressora para o visitante de bolsos mais vazios e um delírio para consumistas abastados.

A cornucópia de marcas de luxo fica na área de comércio mais cara do mundo, segundo o tradicional ranking da consultoria Cushman & Wakefield, onde o aluguel custa o equivalente a R$ 120 mil por metro quadrado anualmente.

O problema para o setor, que sempre teve em Hong Kong uma de suas joias da coroa, é que não há mais tantos visitantes. Em outubro, o Escritório de Turismo local registrou queda de 43,7% no número de turistas em comparação com o mesmo mês de 2018.

Ainda são 3,3 milhões para uma população de 7,4 milhões, metade do que o Brasil recebe todos os anos.

Em relação a visitantes chineses, os mais abastados e consumidores furiosos, houve momentos de redução de até 90% na frequência.

"Estamos caminhando para o fim", diz, resignado e falando de forma anônima, o diretor de marketing de uma grande marca de relógios de luxo europeia.

A combinação explosiva de preços de aluguel altíssimos e os seis meses de crise política são, para ele, a senha de que os dias de glória de Hong Kong estão contados.

Segundo analistas de mercado, a cidade sozinha contabiliza entre 5% e 10% das vendas mundiais de produtos de luxo. A joalheira americana Tiffany & Co. tem 13 lojas no território do tamanho de São José dos Campos (SP) -no Brasil todo, são 6 unidades.

O índice é ainda maior para algumas redes, como o conglomerado francês LVMH -que reúne marcas como Louis Vuitton e Hennessy. O grupo reportou uma perda de 25% no faturamento em Hong Kong no terceiro trimestre.

Já a italiana Salvatore Ferragamo sofreu um tombo de 45% no período, que coincide com o adensamento dos protestos de rua contra uma proposta de lei que facilitava a extradição de cidadãos acusados de crimes da região autônoma para a China comunista.

Os protestos chegaram a um paroxismo na semana retrasada e acalmaram após a eleição local do dia 24, vencida de forma esmagadora pela oposição ao governo pró-Pequim. Mas o fim de semana já registrou novos atos.

Os efeitos foram sentidos até no setor de esportes de elite que têm Hong Kong como um de seus polos.

Dois torneios importantes de golfe foram suspensos, assim como o Hong Kong Open de tênis. O tradicionalíssimo Jockey Club local cancelou várias corridas durante a crise.

"Eu fiquei muito assustada", disse a turista inglesa Mary Holmes, que visitava a elegante região financeira Central na sexta, com o marido William.

Na hora do almoço, passando pela rua Pedder, ela viu a tropa de choque local jogar spray de pimenta sobre manifestantes encurralados na vitrine de uma loja de relógios suíços Audemars Piguet.

"Foi surreal", afirmou William, cujos pais moraram na cidade quando ela era uma possessão britânica, nos anos 1960. Era a Black Friday, dia anual de promoção no comércio, que tem exposição bastante baixa em Hong Kong.

O executivo que conversou com a reportagem é pessimista, mas não arrisca uma previsão certeira. Ele acredita que os donos dos imóveis em que estão as lojas, usualmente antigos moradores que enriqueceram com os aluguéis, terão de renegociar preços -analistas falam em até 30% de redução.

A atração de Hong Kong como destino de luxo é um dos efeitos do sistema vigente na antiga colônia, no qual a China comunista mantém um bolsão capitalista sem abrir mão da soberania do local.

Agora, os turistas estão buscando outros destinos similares, como Tóquio ou Singapura. Na Semana Dourada de outubro, uma das três do ano em que os chineses têm folga e saem às compras, Hong Kong não pontuou nem nos dez principais destinos. Ela é a verdadeira Black Friday para os locais.

O comércio no geral caiu 18% em setembro em relação ao mesmo mês de 2018, e a região caminha para uma recessão de 1,3% de queda no Produto Interno Bruto neste ano.

"O setor de varejo é claramente o mais atingido e continuará sendo assim no futuro visível", disse ao site Business of Fashion Alicia Garcia Herrero, economista-chefe da consultoria Natixis.

Para um visitante casual, a crise não é tão evidente. As ruas continuam cheias e até um shopping de arte de luxo, o K11 Musea, foi aberto em setembro nas docas de Kowloon.

Os números não mentem, contudo. A principal empresa aérea local, a Cathay Pacific, anunciou na sexta (29) que iria reduzir sua capacidade de voos em 1,4%, após anos de crescimento na casa dos 3%.

"Antes, esse avião estaria cheio de americanos e canadenses. Agora, somos só nós, indo ver a família", disse Tong, passageiro do voo da Air Canada de Vancouver a Hong Kong no qual a reportagem viajou na semana passada.

Ele lembra que justamente os aluguéis altos estão entre os principais motivos de insatisfação popular contra o governo. "A lei de extradição, que aliás foi jogada fora, foi só um pretexto. As pessoas estão cansadas da desigualdade", afirmou.

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    STF sinaliza imposição de limites ao presidente

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio à crise do novo coronavírus, o STF (Supremo Tribunal Federal) tem sinalizado intenções de impor limites às ações do presidente Jair Bolsonaro. A maioria dos ministros, apesar de entender que cabe ao governo federal coordenar o combate à pandemia, está disposta a impedir qualquer movimento do chefe do Executivo para afrouxar as medidas contra o alastramento da doença no país. As recorrentes declarações de Bolsonaro relativizando a necessidade de isolamento social incomodam integrantes da corte, que passaram a conversar nos bastidores sobre como garantir uma atuação técnica do Executivo no enfrentamento à doença. Gestos públicos da insatisfação do STF com o presidente foram dados recentemente, por exemplo, com as decisões de dar andamento a duas ações contra Bolsonaro. Em vez de negar seguimento ou deixar os processos em ritmo lento, os ministros Marco Aurélio e Alexandre de Moraes preferiram levar à frente os questionamentos que tratam especificamente da atuação de Bolsonaro durante a crise. Um deles é uma notícia-crime do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) contra o presidente por supostamente violar lei que determina pena a quem desrespeitar ordem do poder público para evitar propagação de doença contagiosa. Nesse caso, Marco Aurélio pediu para a Procuradoria-Geral da República se manifestar. O outro é uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil para que Bolsonaro se adeque às exigências da Organização Mundial da Saúde em relação à doença. Moraes deu 48 horas para o presidente prestar esclarecimentos na ação. O professor de Direito Thomaz Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Direito-Rio), explica que não há nada de extraordinário nos despachos de Marco Aurélio de encaminhar à PGR a notícia-crime contra Bolsonaro e de Moraes de pedir esclarecimentos à Presidência da República na ação da OAB, mas ressalta que as decisões passam uma sinalização importante. "Não tem nada de excepcional, mas claro que sinaliza que o procedimento está andando. Não diz nada sobre o desfecho que o processo vai ter, mas é diferente de deixar essa notícia-crime parada ou engavetada", avalia. Mesmo que esses casos não evoluam e não tenham consequências práticas, enquanto abertos podem virar uma arma política para a corte. Essas sinalizações se juntam a várias outras que os ministros já vinham emitindo. Recentemente, a corte preservou a competência dos estados no enfrentamento à pandemia e derrubou os efeitos de norma do Planalto para restringir a Lei de Acesso à Informação (LAI) durante a crise. Até o presidente da corte, ministro Dias Toffoli, que costuma fazer gestos em direção a Bolsonaro em busca de consenso, tem mandado recados ao Palácio do Planalto. No último dia 16, convocou uma reunião entre os chefes de Poderes e de tribunais superiores para discutir o combate ao novo coronavírus e evitou convidar Bolsonaro. A justificativa foi que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o advogado-geral da União, André Mendonça, estavam presentes e detalharam as ações técnicas do governo no combate à pandemia. Toffoli não quis convidar Bolsonaro para o encontro. Dias depois, ele pautou para a primeira sessão após o agravamento da crise discussões sobre os limites de atribuições de governos federal, estadual e municipal em áreas que têm gerado conflito entre Bolsonaro e esses entes. Uma delas questiona a medida provisória do governo que obrigou que todas as decisões sobre transporte intermunicipal passe pelo governo federal e, a depender do resultado, o julgamento pode representar menos poder à União. Na contramão do discurso de Bolsonaro, Toffoli também defendeu, na segunda (30), o respeito às decisões estaduais de isolamento social. "Tudo que tem ocorrido no mundo leva a crer na necessidade do isolamento, realmente", ressaltou. Nos bastidores, os ministros afirmam que é momento de dar todo suporte técnico necessário para o Executivo enfrentar a doença e que é necessário respeitar a análise de cientistas e estudiosos da área. O ministro Alexandre de Moraes levou menos de 48 horas para analisar a ação da AGU e dar liberdade para o governo descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e manobrar o orçamento no combate à disseminação do coronavírus. Os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso também seguiram o mesmo comportamento dos demais colegas em relação ao chefe do Executivo em meio à crise. Primeiro, Barroso decidiu, mesmo depois de a Secretaria Especial de Comunicação negar a veiculação, proibir a campanha "O Brasil não pode parar", feita pelo governo. Na decisão, o ministro aproveitou para refutar o argumento de que o Brasil tem uma situação econômica diversa dos demais países e, por isso, tem que adotar medidas diferentes. "Nada recomenda que as medidas de contenção da propagação do vírus sejam flexibilizadas em países em desenvolvimento. Ao contrário, tais medidas, em cenários de baixa renda, são urgentes e devem ser rigorosas", disse. Depois, foi a vez de GIlmar criticar o governo. Nas redes sociais, o ministro comentou a demora no pagamento dos R$ 600 a trabalhadores informais aprovado pelo Congresso e rebateu a afirmação do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que seria necessária uma proposta de emenda à Constituição para liberar a verba. "Não adianta tentar colocar a culpa na Constituição Federal: as suas salvaguardas fiscais não são obstáculo, mas ferramenta de superação desta crise. O momento exige grandeza para se buscar soluções de uma Administração Pública integrada e livre do sectarismo. PagaLogo". O ministro Luiz Fux, um dos ministros da corte mais próximos de Bolsonaro, também tem ido na direção oposta à do presidente, defendendo o isolamento social. Para o professor Thomaz Pereira, o Supremo tem agido sempre que o governo foge dos acordos criados entre estados, municípios e órgãos federais, como o próprio STF e o Congresso. "O tribunal tem atuado contra o Executivo quando o Executivo está fora do consenso ou faz coisa que restringe direito fundamental de maneira que não está ligada ao que seja necessário para lidar com a crise, como ocorreu com a Lei de Acesso à Informação. Mas, quando o governo pede mais poderes para lidar com a crise na direção do consenso, o tribunal rapidamente se manifestou", diz.

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    Deputado Luiz Flávio Gomes morre aos 62 anos, em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O deputado federal Luiz Flávio Gomes (PSB-SP) morreu na madrugada desta quarta-feira (1º), aos 62 anos. Professor de direito penal, eleito para o Legislativo em 2018, passava por tratamento de uma leucemia mieloide aguda, segundo informou o Hospital Sírio Libanês. Gomes estava de licença do cargo de deputado para realizar o tratamento da doença, diagnosticada em setembro de 2019. O suplente Luiz Lauro Filho (PSDB-SP) assumirá sua vaga na Câmara. Ele chegou a realizar um transplante de medula no dia 14 de janeiro deste ano. No entanto, seu quadro piorou nos últimos dias. Gomes atuou como advogado, promotor de Justiça e juiz, além de ter sido policial civil e delegado, nos anos 1980, e ter publicado livros como "O Jogo Sujo da Corrupção". Em sua eleição como deputado federal, Gomes recebeu mais de 86 mil votos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manifestou pesar em nome da Casa. "Referência como professor de direito, área à qual se dedicou ao longo da vida, ele foi um visionário no ensino à distância. Nossos sentimentos à família e aos amigos", escreveu ele no Twitter. O líder da oposição na Câmara e seu correligionário Alessandro Molon (PSB-RJ) também lamentou a morte na rede. "Acordei com a triste notícia da partida do querido amigo e também deputado federal pelo PSB Luiz Flávio Gomes. Um bravo guerreiro, leal, alegre, leve, comprometido com nosso país e com nosso povo, de quem sentirei enormes saudades. Que sua família encontre conforto!", escreveu. Em nota, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ofereceu "condolências e solidariedade aos familiares e amigos". "Aos 62 anos, Gomes deixa um currículo de destaque no direito. Ele se formou pela Faculdade de Direito de Araçatuba, tornou-se mestre em direito penal pela Universidade de São Paulo e doutor em direito penal pela Universidade Complutense de Madri. Lecionou direito penal e processo penal em vários cursos de pós-graduação. Também fundou a rede de ensino LFG, em 2003", afirma a nota. Antonio Ruiz Filho, ex-diretor da OAB-SP e do Instituto dos Advogados de São Paulo, também se pronunciou. "Mesmo ao ter algumas de suas ideias confrontadas, era um homem de diálogo, gentil, mas assertivo; defendia seus pontos de vista sempre com conhecimento de causa e veemência peculiar, não raras vezes, arrancando gargalhadas de plateias entusiasmadas pelas suas frenéticas exposições", afirmou Ruiz, que conta ter conhecido Gomes em uma audiência. "Fará muita falta ao mundo jurídico e ao Parlamento, que deixarão de contar com esse expoente cultor do direito, nessa quadra nacional de tantas incertezas e instabilidade política", conclui a nota.

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  • Lula e Doria esquecem diferenças e trocam afagos sobre crise do coronavírus
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    Lula e Doria esquecem diferenças e trocam afagos sobre crise do coronavírus

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Adversários históricos e ferrenhos, o ex-presidente Lula (PT) e o governador João Doria (PSDB) esqueceram as diferenças políticas e trocaram afagos em uma rede social em meio à crise do coronavírus. "Nossa obsessão agora tem que ser vencer o coronavírus. Chegamos ao ponto do Doria ter que mandar a PM invadir fábrica pra pegar máscara. A gente tem que reconhecer que quem tá fazendo o trabalho mais sério nessa crise são os governadores e os prefeitos", escreveu o petista em sua conta no Twitter. No último sábado, o governador recolheu 500 mil máscaras para profissionais de saúde da empresa 3M. Ele usou uma lei federal de fevereiro deste ano que tipifica uma série de medidas em emergências de saúde pública. A declaração de Lula foi uma crítica indireta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem se opondo a governadores sobre as políticas a serem adotadas na crise. Doria respondeu ao ex-presidente: "Temos muitas diferenças. Mas agora não é hora de expor discordâncias. O vírus não escolhe ideologia nem partidos. O momento é de foco, serenidade e trabalho para ajudar a salvar o Brasil e os brasileiros". Também pela rede social, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, aproveitou para atacar o ex-presidente e o governador de São Paulo, que tem criticado publicamente o seu pai. "Ainda precisa desenhar? Eis as duas bandas que formam a bunda", escreveu. Outro filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro escreveu que "o recado de Lula não é de união, é político: neste momento vale a pena PT estar junto do PSDB contra Bolsonaro". "Antigamente PT e PSDB se fingiam de opositores, o que era conhecido como estratégia das tesouras. Hoje eles não tem mais esse pudor." Apesar do aceno ao tucano, Lula ficou de fora de ação da esquerda desta semana. Nesta segunda (30), políticos da oposição —incluindo os ex-candidatos à presidência Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT)— assinaram carta que pede a renúncia de Bolsonaro. Lula não está entre os signatários. Trocar farpas era algo comum entre os dois. O tucano venceu as eleições de 2016, para a Prefeitura de São Paulo, na onda do antipetismo, e as de 2018, para governador, com o "Bolsodoria", fazendo referência ao hoje presidente Bolsonaro. Em 2018, quando disputou o segundo turno com Márcio França (PSB), Doria adotou a estratégia de associá-lo à extrema-esquerda. Em entrevista, referiu-se ironicamente a França como "Márcio Cuba", para depois se corrigir, e afirmou que o adversário idolatrava Lula. Em outro episódio, em maio de 2017, Lula chamou Doria de "almofadinha", que retrucou afirmando que o petista era covarde. "Um almofadinha, um coxinha, ganha as eleições de São Paulo se fazendo passar, junto ao povo mais humilde, de João Trabalhador. Se algum dia vocês encontrarem ele, perguntem se ele já teve, na vida, uma carteira profissional assinada, que você vai ver se ele foi ou não trabalhador", afirmou o petista, em um congresso do PT, fazendo referência ao apelido que Doria havia adotado para si mesmo no início do seu mandato como prefeito. Em vídeo, Doria respondeu: "Lula, você além de mentiroso, além de covarde, agora é um desinformado. Você falou da minha carteira de trabalho. Está aqui a minha carteira de trabalho. Eu, com 13 anos de idade, já trabalhava. Fazia o que poucas vezes você fez na sua vida. Eu trabalho, Lula. E trabalho honesto. Eu sou decente, diferente de você, Lula". Lula foi solto no início de novembro, beneficiado por um novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo o qual a prisão de condenados somente deve ocorrer após o fim de todos os recursos. O petista, porém, segue enquadrado na Lei da Ficha Limpa, impedido de disputar eleições. Ele permaneceu preso de 7 abril de 2018 a 08 de novembro de 2019 em uma cela especial da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Lula foi condenado em primeira, segunda e terceira instâncias sob a acusação de aceitar reformas e a propriedade de um tríplex, em Guarujá, como propina paga pela empreiteira OAS em troca de contrato com a Petrobras, o que ele sempre negou. A pena do ex-presidente foi definida pelo Superior Tribunal de Justiça em 8 anos, 10 meses e 20 dias, mas o caso ainda tem recursos pendentes nessa instância e, depois, pode ser remetido para o STF. Nessa condenação, Lula já havia atingido em setembro a marca de um sexto de cumprimento da pena imposta pelo STJ. Por isso, mesmo antes da recente decisão do Supremo, ele já reunia condições para deixar o regime fechado de prisão. Ainda neste, o Supremo pode anular todo esse processo do tríplex, sob o argumento de que o juiz responsável pela condenação, o hoje ministro Sergio Moro, não tinha a imparcialidade necessária para julgar o petista. Não há data marcada para que esse pedido da defesa do ex-presidente seja analisado. Além do caso tríplex, Lula foi condenado em segunda instância a 17 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem no caso do sítio de Atibaia (SP). O ex-presidente ainda é réu em outros processos na Justiça Federal em São Paulo, Curitiba e Brasília.

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  • Ricardo Lewandowski derruba portaria do governo que previa liberação automática de agrotóxicos
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    Folhapress

    Ricardo Lewandowski derruba portaria do governo que previa liberação automática de agrotóxicos

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu uma portaria do Ministério da Agricultura que determina a liberação automática de novos agrotóxicos no país caso o governo demore mais de 60 dias para concluir os estudos sobre o produto. Na decisão publicada nesta quarta-feira (1º), o magistrado afirma que a rede de saúde do país pode ficar ainda mais sobrecarregada caso haja a "liberação indiscriminada" de pesticidas e cita a crise desencadeada pelo novo coronavírus. "Contribuiria para aumentar ainda mais o caos que se instaurou em nosso sistema público de saúde, já altamente sobrecarregado com a pandemia que grassa sem controle." O julgamento das ações da Rede e do PSOL contra a portaria teve início no plenário virtual e os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Dias Toffoli acompanharam o relator no sentido de suspender a liberação tácita dos defensivos agrícolas. O ministro Luís Roberto Barroso, no entanto, pediu vista (mais tempo para analisar) na semana passada e ainda não devolveu o processo. Como a portaria começava a valer nesta quarta-feira, Lewandowski resolveu passar por cima da vista do colega e conceder uma liminar contra a decisão do governo. A decisão do ministro tem validade até que o julgamento seja concluído no plenário virtual. A ministra do Meio Ambiente, Tereza Cristina, tem defendido a norma e afirmado que a legislação brasileira do setor já exige pareceres técnicos da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do próprio ministério. A ministra explica que, com a mudança, seria permitido dispensar somente a análise técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério. Para Lewandowski, porém, a liberação automática após 60 dias afronta a Constituição, independentemente das outras exigências que permanecem. "Permitir a entrada e registro de novos agrotóxicos, de modo tácito, sem a devida análise por parte das autoridades responsáveis, com o fim de conferir proteger o meio ambiente e a saúde de todos, ofende o princípio da precaução", ressalta. O ministro também cita que, dos 504 agrotóxicos autorizados no país, 149 deles são proibidos pela União Europeia. Lewandowski classifica como "alarmantes" os números relacionados aos defensivos agrícolas no país. "Todos os casos notificados no Ministério da Saúde, entre os anos de 2007 a 2014, somados, contabilizaram mais de 25 mil intoxicações por agrotóxicos, o que representa uma média de 3.215 por ano ou 8 intoxicações diárias", diz. Na ação, o PSOL alega que a medida pode reduzir até a culpa de uma empresa que comercialize um pesticida irregular. "A portaria, ao permitir o registro de agrotóxico sem sua completa avaliação e controle, eximindo-se de suas vinculadas responsabilidades, acaba, de outro lado, podendo implicar na diminuição (pela solidariedade) ou mesmo na desoneração da responsabilidade do solicitante". O magistrado também afirma que estudo da Universidade de São Paulo (USP) identificou que, entre 2000 e 2010, enquanto a média mundial foi de acréscimo de 100% no uso de agrotóxicos, no Brasil esse número correspondeu a quase 200%. A portaria do ministério traz uma série de produtos e procedimentos que serão liberados caso o governo demore a dar uma resposta sobre o uso. Itens como autorização para uso de novas tecnologias para produções relacionadas a origem animal e certificação de estabelecimentos para reprodução de aves foram mantidos. Os "registros de agrotóxicos e afins" e os "registros de estabelecimentos produtores, comerciantes, importadores e exportadores de fertilizantes, corretivos e biofertlizantes", contudo, foram suspensos pelo ministros.