Média de novas internações diárias por covid cresce 32,6% em São Paulo

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A health worker measures the temperature of a traveller in a sanitary barrier as she arrives at Congonhas airport in Sao Paulo, Brazil May 31, 2021. REUTERS/Amanda Perobelli
Números ainda não são preocupantes, segundo especialistas. Foto:REUTERS/Amanda Perobelli
  • Média atual é de 378 hospitalizações ao dia

  • Há outros vírus respiratórios circulando que afetam população

  • Ômicron não é a causadora

O número de pacientes internados com suspeita de covid-19 segue em alta no estado de São Paulo, especialmente na capital. De acordo com dados da administração estadual, há 2.274 pacientes internados, dos quais 880 estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Nesta segunda-feira (20), a média móvel de novas internações por covid ou por suspeita da doença chegou a 378 por dia, um aumento de 32,6% em relação há duas semanas atrás, quando a média era de 285 internações diárias.

Especialistas explicam que o número é baixo. Por exemplo, no auge da segunda onda da pandemia, o estado chegou a uma média de 3.399 novas internações a cada dia.

O aumento não pode ser explicado com a entrada da variante Ômicron no estado. Uma das explicações é o aumento de casos de Influenza, além do aumento das aglomerações no fim de ano.

Com isso, o estado decidiu manter o uso obrigatório de máscara em todos os espaços públicos até, pelo menos, o dia 31 de janeiro.

No Hospital Tide Setúbal, referência no tratamento da covid-19 na Zona Leste da capital paulista, por exemplo, houve um aumento na procura por atendimento entre pacientes com sintomas respiratórios não relacionados ao coronavírus.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, há um aumento de casos de pessoas doentes por causa dos vírus que atacam o sistema respiratório.

“Tanto o vírus da gripe quanto os vírus respiratórios e os vírus do resfriado comum acabaram fazendo com que muitas pessoas, especialmente da faixa etária pediátrica, procurassem os pronto-socorros, e precisando de internação. Nós não tivemos nesse contingente todo de mais casos de coronavírus, principalmente [casos] da variante ômicron circulando na nossa população”, explicou.

“Talvez isso já possa estar acontecendo com quadros muitos leves, frente à vacinação não fazem quadros mais expressivos, com quadros respiratórios como vimos no ano passado”, afirmou.

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