Medicação para déficit de atenção pode salvar vidas no trânsito

Psiquiatras nos Estados Unidos veem com preocupação a queda dos investimentos na maioria dos laboratórios para o desenvolvimento de novos medicamentos para tratar doenças mentais

Tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) com medicação pode reduzir significativamente o risco de acidentes de trânsito, revelou um estudo divulgado nesta quarta-feira.

A pesquisa concluiu que os homens com TDAH são 45% mais propensos a sofrer acidentes de trânsito, devido à falta de atenção e à impulsividade, em comparação com os homens que não sofrem deste transtorno.

Mas o risco de sofrer acidentes automobilísticos em quem tem este distúrbio caiu quase à metade com remédios estimulantes do sistema nervoso central, prescritos pelos médicos, destacou o estudo publicado na revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA) - Psychiatry.

Cerca de 41% dos acidentes que envolveram homens com TDAH poderiam ter sido evitados se estes tivessem tomado a medicação durante todo o período de acompanhamento de quatro anos, prosseguiu.

"Embora muitas pessoas com TDAH estejam bem, nossos resultados indicam que o transtorno pode trazer consequências muito graves", disse Henrik Larsson, do Instituto Karolinska, na Suécia.

"O risco de acidentes de trânsito nos homens adultos com TDAH diminui consideravelmente quando a doença é tratada com medicamentos", destacou.

Os cientistas estudaram uma população de 17.000 personas de ambos os sexos entre 2006 e 2009, mas não encontraram dados estatisticamente significativos sobre as mulheres, o TDAH e os acidentes automobilísticos.

O estudo recomendou aos médicos considerar a necessidade de advertir os pacientes com TDAH para o risco de acidentes de trânsito e os benefícios potenciais da medicação.

Segundo especialistas, 2% dos adultos sofrem de TDAH, um distúrbio que causa comportamento impulsivo e dificuldade de concentração.

O estudo foi financiado pelo Conselho Sueco de Pesquisa e pelo Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos (NICHD, na sigla em inglês).

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