Médica flagra impostora que “roubou” seu nome para atender em UTI; mulher foi presa

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  • Médica flagrou mulher que lhe "roubou" nome e CRM para atender em hospital de Nova Iguaçu

  • A impostora atuava como responsável por duas UTIs do local

  • Bruna Carolina de Oliveira Sozin foi presa em flagrante e responderá por falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina

Uma mulher foi presa em flagrante no último sábado após “roubar” a identidade de uma médica para atender em hospital de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. O caso foi divulgado pela TV Globo.

A responsável por flagrar a falsa médica foi justamente a mulher que teve a identidade roubada. Ela, inclusive, gravou o momento em que confrontou a impostora e expôs seu verdadeiro nome.

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“Aqui, pessoal. Falsa médica se passando por mim, com o meu CRM. Vê se isso pode, dentro de uma UTI particular”, denuncia, no vídeo, a médica verdadeira, que não teve a identidade revelada.

A mulher disse que ficou sabendo da existência de uma impostora utilizando seu nome por meio de denúncia anônima. “Tive que sair lá do meu trabalho, no Hospital São José, em Duque de Caxias, para cá”, comenta.

Falsa médica cobriu o rosto ao ser descoberta - Foto: Reprodução/Twitter
Falsa médica cobriu o rosto ao ser descoberta - Foto: Reprodução/Twitter

Identificada como Bruna Carla de Oliveira Sozin, a falsa médica fraudou seu nome e o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e vinha atendendo no hospital Prontonil. A mulher atuava como responsável por duas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no local.

Polícia abriu investigação

Bruna foi detida pela polícia de Nova Iguaçu, que, agora, investiga quantas pessoas foram prejudicadas com a atuação da falsa médica e se a mulher cometeu outras infrações.

Em nota, a Polícia Civil disse que as investigações estão sob responsabilidade da 52ª DP (Nova Iguaçu). Bruna foi presa em flagrante pelos crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina.

Outros casos

Recentemente, outros dois impostores foram descobertos exercendo a medicina no Rio de Janeiro. Em maio, a polícia prendeu um rapaz que também utilizava dados de um médico para atender pacientes da ala de Covid-19 de uma UPA em Realengo.

No mesmo mês, agentes prenderam um homem que utilizava CRM falso para trabalhar na UPA do Engenho Novo. Ele foi descoberto por frequentemente cometer erros ortográficos na prescrição de receitas.

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